CERTIDÃO de Jacome da Mota Escrivão da Camara e Tabelião da Villa do Porto de Santos na Costa do Brasil, porque consta que Luiz Martins tinha chegado do Campo, aonde por mandado do governador tinha ido para ver se descobria alguns metaes, e que elle achara o ouro, que perante muitas Testemunhas logo ali mostrara, o qual pezava tres marcos e seis grãos, e ficara na mão do dito Luiz Martinz para o remetter ao Governador da Bahia de Todos os Santos. A 11 de Maio de 1562. Reynado do Snr. D. Sebastião. Sertefyquo eu jacome da mota escrivam da camara e tabelliam do publico e judicial nesta vylla do porto de santos costa do brasyll pollo senhor martim afonso de sousa capytão e go vernador desta capytania de sam vicente por el Rey noso senhor que he verdade e dou fé em como aos vynte e symquo dias do mes de janeiro deste presente anno de myll e quynhentos e sesenta e dous a Requerymento de luis martins descubrydor dos metaes foram juntos em camara no paso do concelho desta dita vylla os ofycyaes da dita camara a saber bras cubas ? e christovão monteiro veadores e jacome doruje ? juiz hordenairo e amtonio pinto procurador do comselho honde hy na dita camara por o dito luis martins foy dito que ele ora era vyndo do campo e sertão delle onde fora por mandado do senhor governador gerall (Men de Saa) pera descubryr e ver se achava alguns metaes e que elle achara ouro que logo ahy amostrou perante os ditos ofycyaes e perante outras pesoas que ahy foram presentes e perante mym tabellião o quall ouro dyse elle dito luis martinz que pezava tres quartos de dobra e seys grãos e o dito ouro lhe fycou na mão dele dito luis martins pera o mandar ao senhor governador a baya de todollos santos e requereo ele dito luiz martins lhe mandasem pasar huma certydão pera mandar ao dito senhor e os ditos ofycyaes lhe mamdaram pasar de que tudo se fez termo e asento no lyvro da dita camara mylhor e mais largamente decrarado a que me reporto domde esta sertidão pasey dalgumas forsas do dyto termo e asento // e outrosy diguo que he verdade que llogo ahy na dita camara por o dito luis martins foy requery do lhes mandasem dar embarquação pera baya pera mandar recado ao dito senhor governador e do qual requerymento hou de como hay pidyo ha dita embarquação nam se escreveo no dito termo por os ditos ofysiаes dyzerem que nam era nesecaryo escreverse o tall no dito termo por que de fora se negocearya a dita embarquação pera dita baya de que tudo ora o dito luis martins me pedio a presente sertydão com a dita decraração de como hasy pedyo a dita embarquação da maneira que dito he e por tudo hasy pasar na verdade lhe pasey a presente sertydão a seu requyrymento da maneira que se nela contem e asyney aquy de meu synal razo oje omze dias do mez de mayo da dita era de myl e quynhentos e sasenta e dous annos --jacome da mota— mil quinhentos sesenta e dois--pagou quinze reis./ Diguo eu antonio pimto tabelliam do pubrico e do judisyall nesta vyla de porto de santos e gerall em esta capiiania de são vicente hescrivam dos orfaos por o senhor martim affonso de sousa governador da dita capitania / que eu certa fiquo e faço fé que ha letra e razo da certydão hatras he feita e escrita por jacome da mota tabelliam na dita vila escrivam da camara ao quall e a suas cousas se dão hemteira fé hasy em juiso como fora delle em todas estas partes e por certeza delle aqui fiz heste stromento de retyficação aos doze dias do mez de mayo de myll he quinhentos sesenta e dous annos, no quall haqui ho meu pubrico sinal aqui fiz que tal he.--pagou oito reis. . Archivo da Torre do Tombo Parte 19. Maço 105. Doc. 119. CARTA que os Officiaes da Camara da Cidade do Sal vador escreveram a Rainha em que lhe diziam que o portador se chamava Vasco Rodrigues de Caldas que tinha servido de vereador, e era pessoa nobre e que tinha servido a dita Senhora nas guerras daquella Capitania e Ilhas em que fizera bons serviços, e que se informasse a mesma Senhora sobre o que lhe escreviam, e do mais que se não podia escrever, e pedindo tambem a mesma Senhora lhe desse credito a tudo quanto dissesse: feita a 22 de Julho de 1562. Reynado do Snr. D. Sebastião (regencia de D. Cath. a). a Senhora-O portador se chama Vasco Rodrigues de Caldas que este anno presente servio de vereador nesta cidade / he pesoa de calidade e nobre e aa muytos annos que abita nesta cidade e tem boa experiencia da terra e servydo muyto bem sua alteza nas guerras desta capitania e dos ilheos / e sendo capitam de gente fez muito boas cousas como leva por instrumentos / pedymos a vosa alteza que delle se imforme sobre o que escrevemos a sua alteza / E do mais que não se pode escrever por que he pesoa de calidade e nobre a quem se pode dar inteiro credito / E dara a . boa informação de tudo e do estado em que a terra fica / escrita nesta cidade do Salvador sob nosos synais e selo da dita cidade / bras alcoforado esprivam da camara dela por sua Alteza a fez aos vinte e dous de Julho de mil quinhentos sasenta e dous annos-joam fernandez cocho? -- Gaspar de barros magalhães - francisco pantoja?-Sebastião Alverez. Archivo da Torre do Tombo CARTA dos Officiaes da fazenda do Salvador em que disem a El Rey que depois de D. Jeronimo seu avô lhe ter escrito huma carta das cousas daquella terra e dos termos em que se achava e pelo que até aquelle tempo tinhão visto e experimentado lho fazião presente novamente; escrita a 24 de Julho de 1562. Reynado do Snr. D. Sebastião. Senhor - elRey dom joam voso avoo que esta em gloria escreveo aos oficiaes da camara desta cidade huma carta en a qual antre outras cousas lhes encomendou o avisasem das cousas ã qua pasasem tocantes a seu serviço e ao bem desta terra e governança dela / e pelo que te ora temos visto e espirimentado daremos a vosa alteza pois noso senhor foy servido que ficase em seu lugar / Relação dalgumas que nos parece que he nesesario saber asy como veadores que fomos este ano como por officiaes de vosa fazenda. It. simtimos que o ouvidor jeral não pode servir de provedor mor aas rezoes sam estas que as ocupações que tem na judicatura nam lhe daa lugar a emtender cada dia nas cousas da fazenda como he obriguado a emtemder nem pode ir a ela como he neçesaryo por esta ocupação que tem e por que tambem o semtido que tem nas cousas da judicatura lhe faz remoto das da fazenda. It. a outra he que o provedor mor nam pode pera bem emtemder nas cousas da fazemda sair desta capitania por que aquy he todo o negocio dela e nas capitanias nam ha dele necesydade por que nelas não tem mais alçada que os proprios provedores / e como pasa de dez mil reis que he sua alçada deles e do provedor mor / hão de vir por bem do Regymento os feitos a esta |