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Monteiro. As rollandianas, e entre estas uma que possuiu annotada por Thimoteo Lecussan Verdier; a do morgado de Matheus e a de Coimbra (1800).

A de Freire de Carvalho, bem examinada, não lhe agradou na pontuação, sendo a que lhe pareceu, n'esta parta, estar mais bem trabalhada a do morgado de Matheus, que se encostou muito á de 1613.

Feito este trabalho desfez as oitavas, fazendo a construcção grammatical, virgulando-as ou accentoando-as, conforme a edição que lhe pareceu mais rasoavel, ou como pareceu á sua propria rasão. Nos logares duvidosos consultou tambem como os interpretaram, alem dos commentadores, alguns traductores.

A edição que seguiu é a segunda de 1572 porque lhe pareceu de rasão, havendo duas edições do mesmo anno, em vida de seu auctor, seguir a que se julga segunda, em alguns pontos de certo preferivel, acontecendo entretanto o contrario em outros, que estão melhorados na primeira, o que dá bem a conhecer, alem da confrontação a que procedeu, um trabalho minucioso feito n'este sentido, de letra do erudito bispo de Vizeu D. Francisco Alexandre Lobo, como crê o Visconde.

O novo editor seguiu no texto fielmente o original antigo; e até na pontuação, quanto foi rasoavelmente possivel, a da edição que escolheu; não poucas vezes, porem, se cingiu áquella que lhe pareceu poderia interpretar melhor o pensamento do auctor; apontando, quando o logar é de mais importancia, onde está errado, e a emenda, accusando a fonte d'onde esta dimana.

No meio da anarchia orthographica, que se encontra nas duas primeiras edições de 1572, ubi nullus ordo, não duvidou arvorar-se em dictador, mas, como diz,,em dictador manso: uniformisou o que na mesma edição era inconstante e variado, seguindo uma orthographia regular e conforme ao gosto do leitor e mais affinada á musica da poesia, evitando as vogaes dobradas, abreviaturas, e outras pequenas liberdades, conservando comtudo outros vocabulos orthographados de maneira que, sem prejudicar a euphonia, conservem a

ancianidade e sabor antigo do tempo em que foi escripto o poema"!

Demais reune as estancias desprezadas e as variantes dos dois manuscriptos encontrados por Manuel de Faria e Sousa e as do manuscripto de Luiz Franco, sentindo que as d'este abranjam sómente o primeiro canto, porque eram feitas por um amigo de Camões, e provavelmente sobre o seu original.

Em logar dos argumentos em verso que precedem algumas edições dos Lusiadas, attribuidos a João Franco Barreto, preferiu dar um argumento em prosa, com referencia ás estancias para indicar as differentes partes de que se compõe o poema.

Em fim junta em um corpo os apotegmas ou sentenças espalhadas pelo poema, para fazer conhecer a elevada e sã philosophia do poeta, chegando alguns a converterem-se em proverbio.

Omittimos o ensaio biographico escripto pelo Visconde porque n' elle se relatam sómente alguns poucos factos não conhecidos da vida de Camões; e a addição de algumas composições ineditas do poeta.

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