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Zangen. Naer het fransch door Lambartus Stoppendaal Pieters Zoon.

Te Middelburg, by Willem Abrahams. En te Amsterdam, by G. Warnars. 1777, in-8.", de 2 fls.—XXIV—405 paginas.

No meio da pagina do rosto uma gravura allegorica de L. Brasser. Depois do titulo: Dedicatoria em verso — Aen Zijne Excellentie den Heere Johan Adriaan van de Perre &. II. Voorbericht van den nederduitschen Vertaeler, onde se diz que até então não havia traducção alguma d’este célebre poema na lingua hollandeza, e que se-lisongea o tra luctor, que ésta feita sobre a traducção franceza de 1776, por fraca que seja, será bem recebida pelos seus concidadãos. III. Het Leven van Camoens. IV. De Lusiade. V. O

poema, com argumentos e gravuras no principio e notas no fim de todos os cantos. VI. Voornaeme Verbeteringen.

« Esta versão, diz o sr. v. de Juromenba, feita sobre a de Hermilly e La Harpe, é hoje quasi ignorada. Mr. Ab. des Amoree Vander Hoeven a avalia por esta forma: Esta traducção feita sobre a franceza, publicada em Paris no anno de 1776, não podia de modo algum dar uma idéa equivalente das bellezas do original; parece ter somente aspirado ao merecimento da fidelidade litteral, sem comtudo subir á clevação que, em uma lingua como a hollandeza, se podia esperar, mesmo sem o soccorro da rima ou do verso. »

Polaca:

136) Luzyada Kamoensa czyli odkrycie Indyy Wschodnich. Poema w piésniach dziesieciu Przekladania. Jacka Przybylskiego.

w Krakowie 1790. w. Drukarni Antoniego Grebla. In-8°, de 4 fls. inn.-351 paginas.

Esta edição polaca comprehende: Dedicatoria em verso Do I. IV. I. X. Adama Stanislava Naruszewicza Biskupa Luckiego.-Os Lusiadas em verso com argumento no principio de todos os cantos:

- No fim do pocma vem: Noty historyczne do Luzyady, e Omylki Drukarskie Znacznieyze.

(E. libr. J. E. G. Rebello da Fontoura).

Dinamarqueza:

137) Luis (le Camoens's Lusiade, oversat af det Portugisiske ved H. V. Lundbye, forhenwoerende Consulatsecretair og Chargé

d'Affaires i Tunis. Kjobenhavn. Trykt hos N. G. F. Christensens Enke. 1828–1830, 2 tomos em um vol. in-8.°

O primeiro tomo, com XX-212 paginas, contem: Fortrindring. - Luis de Camoens's Biographie.O poema, em oitava rhythma até o fim do canto V, sendo cada um accompanhado de suas respectivas notas.

O segundo tomo, com 1 fl.—214 paginas, contem os cinco ultimos cantos do poema egualmente accompanhados de notas.

O sr. v. de Juromenha descrevo esta traducção dinamarqueza de modo muito incompleto. A julgar pelo que elle diz, scriamos lovados a crer que ha duas edições d'esta traducção: a que possuimos e aqui se descreve de Kjobenhavn, 1828–30, 2 tomos em 1 vol. in-8.", e a que elle descreve de Kopenenhagen, 1828, 2 vol. in-8.', com outras pequenas variantes no titulo.

Parece-nos entretanto provavel que as dictas variantes não sejam sinão resultado de infiel transcripção do titulo ou, melhor ainda, de infieis informações recebidas.

(Ex. libris J. E. G. Robello da Fontoura).

Suecas:

138) Lusiaderne. Hjeltedikt af Luis de Camoens. Oefversatt fran portugisiskan, i originalets Versform, af Nils Lovén.

Stockholm, tryckt hos L. J. Ilyerta, 1839, in-12.", de 3 fls.inn.224-XVI paginas.

Esta primeira edição da traducção de Lovén comprehende : Foeretal (Prefacio):-( pocma em oitava rhythma. —Anmärkningar (Notas):

(Ex. libr. J. E. G. Rebello da Fontoura).

139) Lusiaderne. IIjeltedikt af Luis de Camoens. Oefversaettning fran Originalet pa dess verssling af Carl Julius Lénstroem. Foersta Sangen. In-8.° de 2 ff. inn.—22 pag. e mais 1 fl. inn., no fim da qual se-lê ésta indicação:

Upsala, Leffler Sebell, 1838.

Traducção sueca em oitava rhythma do primeiro canto dos Lusiadas.

(Ex. libr. J. E. G. Rebello da Fontoura).

140) Lusiaderne. Hjeltedikt af Luis de Camoens. Oefversatt fran portugiskan, i originalets Versform, af Nils Lovén. Andra omarbetade och med de fyra sista sangerna tilloekta upplagan.

Lund, tryckt pa C. W. K. Gleerups Focrlag, uti Berlingska Boktryckeriet. 1852, in-12. gr., de 1 fl.-IV-406 paginas.

Traz: Foerord (um prefacio).-0 poema em oitava rhythma.

Anmäkningar (notas).

(Ex. libr. J. E. G. Rebello da Fontoura).

Polyglotta: 141) Ignez de Castro Episodio extrahido do canto terceiro do poema epico Os Lusiadas de Luiz de Camões. Edição em quatorze linguas.

Lisboa Imprensa Nacional 1873. In-fol., de 46 folhas innumeradas, contendo um quadro com o nome dos traductores e com a data e logar das edições; e em seguida a este quadro as traducções.

Rica edição, impressa em superior papel.

Antes da folha do titulo comprehende: I. Uma folha com as seguintes palavras: Luiz de Camões Episodio de Ignez de Castro extrahido do canto terceiro do poemi epico Os Lusiadas. II. Outra folha com éstas palavras: Ignez de Castro. III. Outra folha, tendo na pagina de rosto uma como moldura verde e rosa, e, no centro, ésta dedicatoria impressa com tincta azul: A' Bibliotheca Nacional no Rio de Janeiro Offerece a Imprensa Nacional de Lisboa 1874. IV O retrato de Camões copiado do de Gérard, e grav. por. J. P. de Souza.- V. O Episodio.

Esta impressão é um precioso specimen dos mais bellos trabalhos da Imprensa Nacional de Lisboa, e como tal figurou e mereceu altos louvores na Exposição Universal de Vienna em 1873.

Jaão de Saldanha da Gama.

(Continúa.)

DO CONDE DA BARCA,

de seus escriptos e livraria.

(CONTINUAÇÃO (*)]

III.

Collecção Araujense.

A historia da livraria do conde da Barca está de tal sorte ligada á da herança por elle deixada, que seremos forçados a tractar simultaneamente de uma e outra n’esta parte de nosso trabalho.

O dedicado servidor do Estado, que por longo tempo occupára os mais altos cargos publicos em seu paiz, e que, ainda ao fallecer, era Ministro de Estado de todas as pastas, morria quasi pobre, deixando como bens principaes no Rio de Janeiro uma casa á rua do Passeio, alguns bons quadros e sua livraria, duas vezes preciosa, por seu valor commercial e por seu inestimavel valor litterario, e esses mesmos subjeitos a dívidas na importancia de rs. 10:161$994 !

A’ falta de dados bebidos nas proprias fontes, servir-nos-hemos n'este resumo historico dos que nos-fornece o defensor da preten. ção de João Piombino nos dois opusculos (já citados), que escreveu propugnando pelos direitos d'elle: reservamo-nos porém a liberdade de os-contrariar e ampliar n’aquillo que nos-parecer menos exacto ou deficiente.

Começaremos reproduzindo integralmente aqui a Exposição, que vem á pag. 13 da «Memoria sobre a divida do Estado a João Piombino, cessionario habilitado dos herdeiros do conde da Barca,»

(*) Cont. da pag. 33 d'este vol. II.

sob n. 5 dos annexos, menos as notas, que nos-pareceram não ter relação com a historia da Collecção Araujense; tanto mais quanto é por ella que foram moldados a maior parte dos papeis ulteriormente escriptos sôbre ésta materia.

EXPOSIÇÃO.

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« Morreu o conde da Barca, em 1817, com testamento em « que instituiu herdeiro a seu irmão, conselheiro João Antonio « d'Araujo, o qual, como testamenteiro dativo, deu andamento ao « inventario. Sahindo para Portugal, em virtude das circumstancias « politicas, deixando por procurador no Rio de Janeiro o padre José « Francisco da Silva, foi o conselheiro morrer a Barcellos, em 1823, « com testamento, instituindo herdeiro ao sobrinho, Antonio d'Araujo, « actual cedente dos direitos.

« Entre os bens do conde, figurava a casa da sua residencia, « na rua do Passeio, onde hoje tem assento a Secretaria dos nego« cios da justiça. A fazenda foi comprar a João Rodrigues Pereira « de Almeida uns direitos litigiosos, que este tinha sobre o finado « (16), e proseguindo na acção, depois de expulsar violentamente ao procurador do herdeiro (17), e de caminhar o processo sem « parte, e em tempo de guerra, obteve a fazenda sentença de adju« dicação do referido predio, com todas suas pertenças, e terrenos « até a rua dos Barbonos (18), pela quantia da avaliação, I's. « 14:600$000. A f. 93 dos autos se-lêem os dous accordãos de adju« dicação das casas á fazenda, e incorporação nos proprios nacionaes, « na mesma quantia em que foram avaliadas, sem abatimento algum. « Pagou o estado, cessionario, ao seo cedente, Pereira de Almeida, « rs. 9:735$120, e (sem consentimento das partes) a um chamado « credor do conde is. 416$874, ficando a dever, segundo esta « conta, rs. 4:448$996. Tal a somma, que se reconhece nunca « ter sido satisfeita, -na certidão do thesouro publico a f. 47—no « parecer do chefe de secção da divida publica da contadoria geral,

(17) Notas sem importancia para o nosso caso. (18))

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