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ESCRIPTORES PORTUGUEZES

1

PEDRO DE MAGALHÃES GANDAVO

(1574)

REGRAS QU'E ENSINAM A MANEIRA DE ESCREVER A ORTHOGRAPHIA DA LIN

GUA PORTUGUEZA, COM UM DIALOGO, QUE ADIANTE SE SEGUE EM DEFENSÃO DA MESMA LINGUA. DEDICADO A EL-REI D. SEBASTIÃO. LISBOA, POR ANTONIO GONÇALVES, 1574

Em um dialogo em que são interlocutores um castelhano Falencio, e um portuguez Petronio, entre outras rasões para prova da preferen-, cia da lingua castelhana, diz Falencio que os grandes engenhos portuguezes preferiram escrever as suas obras n'aquella lingua, por a julgarem mais aprazivel, doce e sonora. Redargue Petronio, dando a rasão por que assim o fizeram, e para prova da excellencia da lingua portugueza, passa em resenha os differentes escriptores portuguezes que em muitas e variadas materias n'ella escreveram em verso e em prosa. Fal

e lando de Camões diz: «Pois se no verso heroico vos parece que a vossa vos pode fazer vantagem: vede as obras do nosso famoso poeta Luiz de Camões, de cuja fama o tempo nunca triumphará; vêde a brandura d'aquelle raro espirito de Diogo Bernardes, » etc.

Historia da Provincia de Santa Cruz a que vulgarmente chamam Brazil. Dirigida ao mui illustre senhor D. Leoniz Pereira, Governador que foi de Malaca, e das mais partes do sul na India por Antonio Gonsalves. 1576.

No principio da obra vem a elegia de Camões, e o soneto ccxxvi. Na bibliotheca do Escurial existe um manuscripto contemporaneo, do seculo xvi; að sr. D. José Quevedo, Bibliothecario d'aquella bibliotheca, devo a seguinte noticia d'este manuscripto: «En quanto al MS. de Magalhaens de Gandavo, es un tomo en 4.° escrito en papel de letra muy

clara e buena de fines del siglo xvi, y la portada adornada con una ligera portadita hecha de pluma y pintada de colores, como lo estan tambien unos targitonitos que hay ål principio de los capitulos y que contienen el titulo de cada uno de ellos. Alfin del capitulo vii cuya rubryca es: Do monstro marinho que se matou na Capitania de Sam Vicente no año de 61; trae el deseño del dicho monstruo. En el fol. 12. rto tiene el mapa de la provincia de Santa Cruz y en el targeton que tiene se lee: Discripção da provincia de Santa Cruz a que vulgarmente chamam Brazil. Por lo demas no tiene señal ninguno de donde ni por quien se escrevio, ni si este MS. pertenecia al autor.

«Al principio y antes de la portada tiene los tercetos que cita D. Nicoláo Antonio con referencia a Cardoso, compuestos en alabanza de este libro por el famoso Camões, de los quales, por si no han llegado a manos de v. copiare la primera y la ultima estrofa, son asi:

Depois que Magalhaens teve tecida
a breve historia sua que illustrasse
A terra Santa Cruz pouco sabida,

y concluyen

Porque só de não ser favorecido
hum claro sprito, fica baxo, e escuro
E seja elle comvosco favorecido
Como o foy de Malaca o fraco muro.

Sigue a estos un soneto del mismo Camões con el titulo: Soneto do mesmo autor ao snor. Dom Leoniz acerca da victoria que oure contra el-Rey do Achem en Malaca:

Vos Nymphas da Gangetica espessura, etc.

«El MS. consta de 81 folios utiles y algunos en blanco al principio y fin, y un poco queimada la cubierta, aunque el escrito no ha padecido. Nota. El encabezamiento de los tercetos dice: Ao muito illustre snor. Dom Leoniz Pereira sobre o livro que lhe offerece Pero de Magalhaens Tercetos de Luiz de Camões.»

Pedro de Magalhães Gandavo foi natural da cidade de Braga, e filho de pae flamengo. Foi humanista e excellente latino, de que abriu escola publica entre Douro e Minho onde foi casado. Assistiu alguns annos no Brazil, cuja historia escreveu.

DIOGO DO COUTO

COUTO

(15...)

COMMENTARIO AOS LUSIADAS DE LUIZ DE CAMÕES,

POR DIOGO DO COUTO. MS.

Em uma carta que escrevia em 1611 a um amigo seu, diz que o Camões lhe communicára os seus Lusiadas, e lhe pedira que os commentasse.

Manuel Severim de Faria, que escreveu a sua biographia, nos dá noticia d'estes commentarios por esta forma: «Teve particular amisade com o nosso excellente poeta Luiz de Camões, o qual o consultou muitas vezes, e tomou seu parecer em alguns logares dos seus Lusiadas, e a seu rogo commentou Diogo do Couto este seu heroico poema, chegando com os commentarios até o quinto canto, o qual não acabou de todo por outros impedimentos que lhe occorreram. Porém nem por isso deixam de ser mui estimados estes seus fragmentos, e em poder de D. Fernando, Conego de Evora, está o volume original d'elles que foi de seu tio D. Fernando Pereira a quem Diogo do Couto o enviou, por ser particular amigo seu.»

No prologo do poema epico a Henriqueida do Conde da Ericeira, assevera o Conde que o original d'estes Commentarios existia na livraria do Duque de Lafões.

Diogo do Couto, Chronista e Guarda-mór do Archivo do Estado da India, nasceu em Lisboa no anno de 1542, e foi filho de Gaspar do Couto e Izabel Serrãa de Calvos. Embarcou para a India no anno de 1556, onde militou oito annos; voltou a ella no exercicio do emprego, e tendo regressado á patria, falleceu em Lisboa a 10 de Dezembro de 1616.

MANUEL LUIZ FREIRE

(1583)

FESTAS BACHANAES, CONVERSÃO DO PRIMEIRO CANTO DOS LUSIADAS DO

GRANDE LUIZ DE CAMÕES VERTIDOS DO HUMANO EM O DE-VINHO POR UNS CAPRICHOSOS AUCTORES .S.: 0 DR. MANUEL DO VALLE; BARTHOLOMEU VARELLA; LUIZ MENDES DE VASCONSELLOS; O LICENCEADO MANUEL LUIS.

Esta obra corria manuscripta, e d'ella existiam differentes copias. Foi ha poucos annos impressa no Porto no jornal litterario intitulado: Miscellanea Historica e Litteraria. Porto, 1895.

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