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fe em amar. Parece que foi o Poeta affalta-
do de algum defejo menos decente..

V

V

Encido está de amor meu pensamento.
Verdade, amor

104.

razad, merecimento.

143.

150.

e tormento.

123.

dao

Defengano das coufas do Mundo.
Vi queixofos de amor mil namorados.
Que tudo no amor he trifteza
Vosoutros que buscais repouso certo.

E

Ao engano com que os homees vivem

credito ás coufas do Mundo, procurando
achat repouso nellas, e perdendo-fe pelas
mefmas.

Vos Nymphas da Gangetica efpellura.

139.
A D. Leonis Pereira, filho illegitimo de Dom
Manoel Pereira, terceiro Conde da Feira.
Tendo á fua conta a Praça de Malaca, en-
tao huma das mais importantes daquelle Ef-
tado fendo efta invadida por ElRei de
Achem com huma poderofa Armada, elle a
defendeo valerofamente. Succedeo ifto no an-
no de 1568., em que o Poeta fahio da In-
dia para Sofála
donde partio para Lisboa
chegando, aqui no anno de 1569.
Vos, que de olbos fuaves e ferenos,

70.

He do mefino argumento que o Soneto 87
vem a fer ciume a que á fua Damia deo
caufa.

Vos que efcntais em Rhythmas derramado.
75.
He traducçao de hum Soneto, que ferve de
Proemio aos Sonetos de Petrarca e principia:
Voi ch'afcoltate in Rime fparfe il fuono,
Di quei fufpiri ond'io nudriva il cuore, &c.

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Vof-

Vojos olhes, Senhora, que competem.
Aos olhos da fua amada.
Vos fo podeis, fagrado Evangelifta.
A Sao Joao Evangelifta.

A

CANÇÕES.

Inftabilidade da fortuna.

57.

147.

182.

Enganos, e defenganos de amor, e de for-
tuna. Falla tambem contra o amor viciofo,
defordenado.

A vida ja paffei affaz contente.

233-

A' morte de D. Antonio de Noronha. Veja-fe a
advertencia, no fim da pag. 233.

Com força defufada

197.

Foi efcripta na India, e defcreve o Poeta a fua
fortuna naquelles Eftados.
Formofa e gentil Dama quando vejo.
Defcreve a formofura da fua amada
mento amorofo, que por ella padecia.

Fá a roxa manhãa clara.

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179.
e o tor-

185.

Defcreve a ferenidade de huma manhãa clara
e diz que nella vê a formofura ainada.

Funto de bum fecco, duro, efferil monte, 206.
Foi efcripta em Goa, depois de voltar da Ara-

bia Feliz. Lamenta o Poeta nella as proprias
defgraças, e os feus amorofos cuidados.

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Manda-me amor que cante docemente ¦-- 197.
Defcreve o primeiro affalto amoroso, fundamen-
to de quafi todas as Rhythmas que o Poeta
efcreveo.
Manda-me amor que cante o que a alma fente. 200.
Efta Canção, e a feptima, que principia: Man-
da-me amor que cante docemente, ambas são ao

Por meio de bumas ferras mui fragofas.

229.

Defcripçao de huma ribeira, e prado adjacente.
Que be ifto Sonho? Ou vejo a Nympha pura. 226.
Sobre hum fonho, de que tratá na Eftancia
quarta da Cançao que principia: A inftabili-
dade da fortuna

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thmas.

Se efte meu pensamento.

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190.

He o mesmo argumento, que o da Canção que
principía Formofa e gintil Dama,

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&c.

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Eftando o Poeta aufente de Coimbra, onde lhe
ficara o emprego do feu cuidado.

Vinde cá meu tao certo Secretario.

2TO.

Refere o Poeta as coufas mais principaes da fua

ODES.

O DE S.

A Quelle moço, fero

259.

Achando-fe namorado de huma efcrava fua.

Aquelle unico exemplo

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254.

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Foi efcripta em Goa a D. Francisco Coutinho,
Conde de Redondo e Vifo-Rei da India
na occafiaó em que Garcia de Horta, Medi-
co d'ElRei, imprimio alli o feu livro das
-drogas Orientaes, que foi no anno de 1963,
por Joao de Eudem.

A quem darao de Pindo as moradoras.

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A D. Manoel de Portugal, filho do primeiro

Conde de Vimiofo P., Francifco de Portugal.

Eni D. Manoel Poeta infigne, grande favore-

scedor dos que fe applicavam ao estudo da
Poefia e o que neste Reino poz os verfos
hendecafyllabos no feu devido efplendor.
Detém bum pouco Mufa, o largo prauto. 237.
Efta Ode foi efcripta em Cintra, ferra a que
os Antigos chamáraó dà Lủa : efcravec-a o
Poeta por occafiao de fe achar allia fua
amada,

P

Fermofa fera humana.

245.

A certa Dama Lisbonenfe , que pelo contexto
fe entende fer femelhante á de que falla
Horacio na Ode X. do Livro terceiro.

Já a calma nos deixou.

265.

He o mesmo argumento, que o da Ode IX.
com a differença de que la principiou com a
entrada da Primavera e aqui começa com
rigorofo do Verão.

Naquelle tempo brando.
Amores de Peleo

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nafceo o forte Achilles.

Nunca manbaa fuave.

Efcripta em obfequio de certa Dama.

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248.

249.

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Póde bum defejo immenfo.

Foi efcripta em aufencia

vas reprefentações da imaginaçao via

ainada.

Se de meu pensamento.

Efcreveo o Poeta efta Ode, quando já canfado
com as trabalhofas experiencias de amor, e

fortuna, que

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haviam reduzido a hum efta-

24

do de nao poder cantar como costumava.
Tağ fuave, tan fresca, e tao formofa,
Da Eftancia feptima defta Ode fe entende que
foi efcripta em huma defpedida; porque diz
que aquelles que fe, vzo foffrem, faudades.
fufpeitas femores, penas, &c., e conclue o
Poeta dizendo, que fe expõe a foffrer tudo.
He efcripta com o mesmo artificio que ou
tras que eferevéram Poetas infignes, affum
como Francisco Petrarca, Pedro Bembo,
Luis Grotto na Italia : na Hefpanhia Alonfo
Peres ; e em Portugal Fernando Alvares do
3: Oriente. Ha fufpeita de que ela de Luis de

Ca-

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