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os olhos o seu amante; mas a ignorancia ou descuido dos copiadores a olhos substituio folhas. Restituimos:

Ainda agora em herva os olhos viras.

P. 284. P. 4. Com as mãos que maçãas colhendo andava.] Todas as ed. Eis-aqui mais um exemplo dos infinitos estragos que nas obras do poeta tem feito a ignorancia dos copiadores. Este verso como elle o escreveo he: Com a mãe que maçãas colhendo andava.

P. 289, V. 15. Como o mesmo que entao meu mal crescia.] Faria e Sousa. He erro: corrigimos:

Com o mesmo etc.

P. 302. V. 28. Sabe, Canção, , que só porque não vejo.] Todas as ed. Mas o verso como o poeta o escre

veo he seguramente assim:

Sabe, Canção, que só porque o não vejo.

P. 304. V. 26. tive] Todas as ed.

Ma figurou nos braços, e assim a
Mas aquelle a está aqui de mais para

o sentido e para o verso.

Porque o poeta o que diz he,

que teve dormindo o que desejou ter acordado. Corrigimos: Ma figurou nos braços, e assi tive.

P. 307. V. 3. Dos montes descobrindo.] Todas as ed. Mas he vicio de cópia; porque descobrir dos montes a escuridão he avistá-la de lá; e o poeta o que diz he que vinha apparecendo a manhãa, e a escuridão ia descobrindo Corrigimos:

os montes.

Os montes descobrindo.

P. 308. V. 27. Se mo não impedir o meu desejo.] Todas as ed. Mas he erro. O poeta está gozando a doce visão da sua amada, e deseja morrer antes que se lhe desvaneça; mas ao mesmo tempo teme, que esta gloria que está gozando, lhe impida a de morrer, que era o seu desejo, tornando-lhe a vida. E nesta perplexidade e enleio exclama:

Oh ditosa partida! (a morte) oh gloria soberana alta e subida! (a da visão que está gozando) se esta lhe não impedir aquella. E a lição neste lugar he:

Se me não impedir o meu desejo.

P. 314. V. 25. Á pena vem pequenos.]

Todas as cd.

O P. Thomaz d'Aquino corrigio penna. Mal, porque estava bem o texto; e se deve ler pena.

P. 321. V. 24. Pelo que em si se esconde.] Assim se lê este verso nas primeiras ed. Faria e Sousa corrigio em ti Mal, porque o vicio inda ficou. A verdadeira

emenda he:

Pelo que a si se esconde.

P. 325. V. 21. Este verso diz Faria e Sousa se lia no manuscripto:

Pelo que em si lhe esconde.

Mas foi êrro de quem o copiou: deve ler-se

Pelo que se lhe esconde.

P. 329. V. 19. Não tendo, não, somente por contrarios] Faria e Sousa. Não tendo tãosomente por con

trarios] 3a ed. A lição antiga he a verdadeira.

P. 331. V. 26. Com que a fronte tornada mais serena Torna os tormentos graves.] Todas as ed. Mas he vicio das copias; porque a fronte, por mais serena que esteja não pode serenar as agitações do animo. Corrigimos:

Com que, a fronta tornada mais serena,

Tórno os tormentos graves &c.

P. 336. V. 1.

Pouco a pouco invenciveis me sahião] Todas as ed. Mas he erro grosseiro dos copiadores.

Corrigimos:

Pouco a pouco invisiveis me sahião.

P. 339. V. 19. Os olhos na que corre, e não alcança.] Todas as ed. Mas he erro palpavel das cópias.

Sobre este lugar diz Faria: Mirese lo que me viene á embarazar sobre irme desembarazando de tantas difficuldades destes poemas. Dice aqui: quando pone los ojos en la que corre. Qué es la que corre? Arriba queda providencia, y luego consolacion, y despues flaqueza humana; y no hallo que ninguna destas corre si no , es la flaqueza humana á la muerte; y ni asi lo entiendo bien. Mas não tem muito que entender: este lugar está corrompido, como tantos outros que temos visto: a lição do poeta era No que corre: quem copiou poz Na que corre. E o sentido he: Mas a fraqueza humana, quando lança os olhos no que corre; isto he, no com que corre OS olhos d'alma, e não alcança,

muito senão &c.

P. 360. Ode I A primeira cousa que temos a observar nesta Ode he: que a Estancia, que principia: Para ti guarda o sitio fresco d'Ilio, e a outra logo seguinte que principia: De qual panthera ou tigre ou leopardo, se achão em todas as edições depois da que começa: Por ti feito pastor de branco gado, onde são absolutamente estranhas; e procurando nós outro lugar onde pudessem caber, não achamos outro mais proprio, que depois da 3a Estancia que começa: Tu que de formosissimas estrellas: para aqui as transportamos; ainda que nos parece que, omittidas inteiramente, fica a Ode mais perfeita.

P. 361. V. 2. Para ti no Erymantho o lindo Epilio.] Assim anda este verso nas primeiras edições. Faria e Sousa julga, com razão, que está viciado, porque não ha no Erymantho lugar que se chame Epilio: faz diversas conjecturas, e não sabe determinar-se. Nós julgamos que deve ler-se Pylio, porque por Pylio se entende a Elide, a que os Gregos chamavão Caloscopi (bella vista). E assim lhe quadra o epiteto de lindo que lhe dá aqui o poeta. E o verso

todo deve corrigir-se assim

Para ti o Erymantho e o lindo Pylio

P. 361. V. 5.

Deste nosso oriente.] Todas as ed. Mas he vicio de copia, porque o poeta estava escrevendo em Africa, e não na India, como se infere desta mesma Ode, onde diz:

Olha como suspirão estas ondas,

E como o velho Atlante

O seu collo arrogante

Move piedosamente

Ouvindo a minha voz fraca e doente.

E portanto deve ler-se

Desse nosso Oriente

como Faria diz que vira em um manuscripto.

P. 363. V. 12. Meu infelice estado.] Todas as ed. Mas he erro visivel, porque o estado nada lhe podia ordenar, propriamente fallando: e a verdadeira lição está saltando

aos olhos:

Porque tem ordenado

Meu infelice Fado &c.

P. 363. V. 19. Humido inda do pranto.] Todas as ed. Mas he vicio, porque os sacrificios e offrendas á Noute de noute devem ser feitos; e este humido inda do pranto lagrimas da esposa do cioso Titão denota que ja o sol era nado. E portanto a verdadeira lição he a que Faria diz encontrára n'um manuscripto:

e

Humido ja do pranto,

o que dá a entender que era sobre manhãa.

P. 368. V. 13. E assentareis meus prantos, meus clamores.] Todas as ed. Mas a verdadeira lição deste lugar he a que nos dá o P. Thomaz d'Aquino.

E sentireis meus prantos, meus clamores.

Porque o poeta não chama as Nymphas para que venhão applacar os seus prantos e clamores (que esse poder só tinha aquella, que os motivava); chama-as para que os venhão ouvir, e para que vejão a que estado o tem reduzido o seu amor, e a esquivança da sua amada.

P. 380. V. 19. Ajuda quem ajuda contra a morte.] Todas as ed. He vicio: corrigimos

Ajudai quem ajuda &c.

P. 385. V. 17. E grita que culpado.] Todas as ed. Mas deve ler-se

E grita qu'he culpado,

porque do modo que eitá, não faz sentido.

P. 388. V.21.

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Para onde estava a chaga sem socégo.]

Todas as ed. Mas que he vicio, não ha duvida, porque a chaga devia elle ter no corpo, e não podia correr para ella: correo para a chamma, isto he, para a Nympha donde vinha o fogo que o abrasava. Corrigimos

Para onde estava a chamma sem socêgo.

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