Questões e problemas: publicação posthuma

Voorkant
Emprêsa de Propaganda Literária Luso-Brasileira, 1913 - 227 pagina's

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Populaire passages

Pagina 151 - Ai! mas nunca vivi!" O Génio é como Ahasverus... solitário A marchar, a marchar no itinerário Sem termo do existir. Invejado! a invejar os invejosos. Vendo a sombra dos álamos frondosos... E sempre a caminhar... sempre a seguir... Pede u'a mão de amigo - dão-lhe palmas: Pede um beijo de amor - e as outras almas Fogem pasmas de si. E o mísero de glória em glória corre... Mas quando a terra diz: - "Ele não morre" Responde o desgraçado: - "Eu não vivi!...
Pagina 46 - Esteia agora vir, fico abrasado. Mas, ah ! que aquela me despreza amante, Pois sabe que estou preso em outros braços, E esta não me quer por inconstante. Vem, Cupido, soltar-me destes laços, Ou faz de dois semblantes um semblante, Ou divide o meu peito em dois pedaços...
Pagina 151 - Escuta, minha irmã, cuidosa enxuga Os prantos de meu pai nos teus cabelos. Fora louco esperar! fria rajada Sinto que do viver me extingue a lampa. . . Resta-me agora por futuro — a terra, Por glória — nada, por amor — a campa.
Pagina 37 - A minha, a minha Nise : está vestida Da cor mimosa com que o céu se veste. Oh ! quanto, oh ! quanto é bela a verde olaia Quando se cobre de cheirosas flores ; A filha de Taumante, quando arqueia, No meio da tormenta, o lindo corpo ; A mesma Venus, quando toma e embraça O grosso escudo e lança, por...
Pagina xxiii - ... houver habitantes n'esta parte do globo ; porque populações que se mestiçaram — nunca mais deixam de ser mestiçadas, e esse é em geral o caso de todas as populações da terra! E, quando se discute o problema do cruzamento e mestiçamento das raças em regiões como o Brasil, claro é...
Pagina xxviii - ... quem as escreveu. (...) Gonzaga não tinha a veia cómica, nem a satírica; o seu lirismo lânguido não dava para escrever sátiras políticas. Cláudio achava-se nas mesmas condições. / Fora do lirismo melancólico, ele nada produzia que estivesse acima da prosa metrificada como o Vila-Rica. / As Cartas Chilenas são mui provavelmente de Alvarenga Peixoto. Tenho em prol desta hipótese três ordens de argumentos: a natureza do estilo de Peixoto, sua índole psicológica e sua posição.
Pagina 29 - Enquanto, enfim, as negras quitandeiras, À custa dos amigos, só trajavam Vermelhas capas de galões cobertas, De galacés e tissos ricas saias, Então, prezado amigo, em qualquer festa Tirava, liberal, o bom senado, Dos cofres chapeados, grossas barras.
Pagina 150 - É preciso partir, aos horizontes Mandar o grito errante da vedeta. Ergue-te, ó luz! — Estrela para o povo, — Para os tiranos, lúgubre cometa. Adeus, meu canto! Na revolta praça Ruge o clarim tremendo da batalha.
Pagina 151 - Fora louco esperar! fria rajada Sinto que do viver me extingue a lampa. . . Resta-me agora por futuro — a terra, Por glória — nada, por amor — a campa. Adeus ! . . . arrasta-me uma voz sombria. Já me foge a razão na noite fria ! . . . 1864.
Pagina 116 - Orato silencio, trémulo arvoredo, Sombra propicia aos crimes, e aos amores, Hoje serei feliz ! — Longe, temores, Longe, phantasmas, illusões do medo. Sabei, amigos Zephyros, que cedo Entre os braços de Nize, entre estas flores Furtivas glorias, tacitos favores Hei de emfim possuir: porém segredo! Nas azas frouxos ais, brandos queixumes Não leveis, não...

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