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· (c) Traducção portugueza do poema heroico toscano-Godofredo ou Jerusalem libertada. Lisboa, por Bernardo da Costa, 1733. 8.°

Segundo consta, esta traducção chegou só até ao livro 5.o, não continuando mais.

Vendido um exemplar por 640 reis, Sousa Guimarães, e por 590 Castro.

Sobre o mesmo assumpto vid. André Rodrigues de Mattos.

AZPILCUETA NAVARRO (Martim), n. de Hespanha, Dr. em Theologia, Conego Regular, e Lente na Universidade de Coimbra; f. em Roma, em Junho de 1586.

* (c) Manual de Confessores & penitentes, que clara & brevemente contem a universal decisam de quasi todas as duvidas, qem as confissões soem occorrer dos peccados, absolvições, restituições, censuras, & irregularidades. Composto por ho muyto resoluto, & celebre Doutor Martim de Azpilcueta Navarro. Pela ordem de hu pequeno, que fez hu Padre (Fr. Rodrigo do Porto?) portuguez da provincia da Piedade. Acrescentado agora por ho mesmo Doutor, com as determinações de muitas duvidas, que depois de outra reformaçam lhe fora mandadas. Coimbra, por João de Barreira, M.D.LX (1560) 4.o de VIII-750 pag. a fóra a do fecho no fim, onde repete o lugar, e data da impressão.

Consta este volume dos mais seguintes tratados: Comentario resolutorio de Onzenas, sobre o capitulo primeiro da questã iij da xiiij causa coposto por ho Doutor Martim de Azpilcueta Navarro: ibi, pelo mesmo impressor. 1560. 4.o de 168 pag.-Reportorio geral & muy copioso do Manual de Confessores. Termina com o fecho do impressor, e a data 1560, e consta de 36 folhas por numerar.

É livro estimado e pouco vulgar. Vendido por 2$050 reis, Sousa Guimarães; e por 2$150 reis, Castro.

O Commentario Resolutorio tambem se encontra encadernado em separado; e d'elle se vendeu um exemplar por 18050 reis, Souza Guimarães. Este Manual de Confessores tinha sahido já em Castelhano, em Salamanca, 1556. 4.°

Vid. tambem Manual de Confessores.

AZURARA (Gomes Eannes de), n. da terra do seu appellido, ao que parece na Beira, e não no Minho, Commendador da Ordem de Christo, Chronista-mór do Reino, e Guarda-mór do Archivo Real da Torre do Tombo, constando que vivia ainda em 1473.

-(c) Chronica de elrei D. João I, de boa-memoria e dos reis de Portugal o decimo. Terceira parte em que se contem a tomada de Ceuta. Lisboa, por Antonio Alvares, 1644. fol. de XII-283-pag.

A 1.a e 2. parte são escriptas por Fernão Lopes.

-(c) Chronica do Conde D. Pedro de Menezes, continuada a tomada de Ceuta a qual mandou escrever elrei D. Affonso V deste nome, e dos reis de Portugal o XII.

Sahiu na collecção dos livros ineditos de Historia portugueza, publicados pela Academia Real das Sciencias.

(c) Chronica dos feitos de D. Duarte de Menezes Conde de Viana, e Capitão da Villa de Alcaçar em Africa.

Sahiu na mesma collecção de ineditos, tom. 3.o E sahiram mais, na mesma collecção as Chronicas dos Reis D. Duarte, e de D. Affonso V, em nome de Ruy de Pyna.

(c) Chronica do descobrimento e conquista de Guiné, escripta por mandado de el-rei D. Affonso V, sob a direcção scientifica, e segundo as instrucções do illustre Infante D. Henrique; fielmente trasladada do manuscripto original contemporaneo, que se conserva na Bibliotheca Real de Paris, e dada pela primeira vez á luz per deligencia do Visconde da Carreira; precedida de uma introducção, e illustrada com algumas notas, pelo Visconde de Santarem; e seguida dum Glossario das palavras e phrases antiquadas e obsolectas. Paris, publicada por J. P. Äillaud M.D.CCCXLI (1841) fol. de XXV-474 pag., e uma de erratas no fim, com um fac-simile, e o retrato do illustre Infante D. Henrique. As paginas de toda a obra são tarjadas com uma tarja gravada, de 2 decimetros de largura.

D'esta Chronica tiraram-se tambem exemplares no formato de 8.° em tudo conforme com a edição de folio, differindo tão sómente em não terem a tarja, nem o fac-simile; mas são adornados do retrato do Infante. Uma e outra são edições mui nitidas e estimadas. De ambas ha exemplares na Bibliotheca Publica do Porto.

Tambem se tiraram alguns exemplares em pergaminho dos quaes se vendeu um por 61 8000 reis, no leilão da livraria Gubian. Dos exemplares em papel in-fol., vendeu-se um por 6$100 reis, Sousa Guimarães; em 8.° por 2$500 reis, Gubian.

B

BANDARRA. Vid. Annes Bandarra.

BAPTISTA (Fr. Antonio). foi n. de Abrantes, Religioso da Terceira Ordem de S. Francisco), e Professor da lingua arabe no Convento de Jesus de Lisboa. Sendo confessor da rainha D. Carlota Joaquina, acompanhou a familia real para o Brazil, em 1807, e ahi falleceu mui proximo a 1813.

- Instituições da lingua arabiga. Lisboa, na Regia Officina Typographica, 1774. 8.° peq. de Ix-370 pag. e mais 1 representando a differença dos caracteres africanos, e levanticos, e 6 de erratas no fim.

É livro raro e estimado, do qual difficilmente apparecem hoje exemplares á venda. Sei que alguem comprara um por 35000 reis.

BAPTISTA (Fr. Gregorio), n. do Funchal, franciscano da Provincia da Catalunha, e depois Monge benedictino, retomando afinal o habito franciscano.

-(c) Completas da vida de Christo, cantadas na harpa da Cruz por elle mesmo, com discursos predicaveis para as tardes da Quaresma, e para as festas de N. S. da Conceição, e de S. João Evangelista. Lisboa, por Pedro Craesbeeck, 1623.

4.° peq.

D'este livro ha traducção em castelhano e tambem em italiano. Do original portuguez vendeu-se um exemplar por 600 reis, Figueira.

-*(c) Primeira parte (e unica) dos Sermões das Domingas de todo o anno, quadruplicadas. Ibi, 1629. 4.° peq. BAPTISTA (João Maria), de profissão militar, e Coronel reformado de Artilheria.

Corographia moderna do reino de Portugal; obra premiada no Congresso Internacional de Geographia e Estatistica reunido em Paris, em 1875. Lisboa, Typ. da Academia R. das Sciencias, 1874-76. 4.° peq. 5 vol. publicados, e continua.

E' obra curiosa e importante. Vid. sobre o mesmo assumpto Carvalho da Costa, P. Luiz Cardozo, e Silva Lopes.

BAPTISTA (Soror Maria do), n. de Lisboa, Religiosa dominica

na, e Prioresa do Mosteiro do Salvador; f. em Novembro de 1659.

-(c) Livro da fundação do Mosteiro do Salvador da cidade de Lisboa, & de alguns casos dignos de memoria, que nelle acontecerão. Lisboa, por Pedro Craesbeeck, 1618. 8.0 peq. de x-152 folhas numeradas só d'um lado.

E' livro bastante raro e estimado. O unico exemplar que temos visto n'esta cidade é o que possue o Snr. Francisco Antonio Fernandes, que deu por elle 123000 reis. E' ainda mais raro o seguinte de que não sei o merecimento:

- (c) Modo de resar o rosario de N. Senhora, como se resa na Minerva em Roma. Lisboa, por Jorge Rodrigues, 1638. 8.o BAPTISTA (Fr. Pantaleão), n. do Porto, franciscano da Provincia de Santo Antonio do Brasil, onde serviu alguns cargos importantes da sua Ordem; f. na Bahia, em Maic de 1659. - (c) Ramalhete espiritual de bellas e Santissimas flores, colhidas no amenissimo jardim de Italia. Lisboa, na Officina Craesbeeckiana, 1655. 4.° de 416 pag.

E' livro estimado e pouco vulgar. Vendido por 800 reis, Sousa Guimarães.

BAPTISTA DE CASTRO (P. João). Vid. Castro.
BAPTISTA FEO (Fr. João). Vid. Feo.

BAPTISTA LAVANHA (João). Vid. Lavanha.
BAPTISTERIO. Vid. Bautisterio.

BARATA (Manoel), n. de Lisboa, e Mestre de escripta do Principe D. João, filho del-rei D. João III.

(c) Exemplares de diversas sortes de letras tiradas da Polygraphia de Manoel Barata, escriptor portuguez: accrescentados pelo mesmo auctor, para commum proveito de todos. Lisboa, por Antonio Alvares, 1590. 4.° impresso ao comprido.

É livro bastante raro,do qual não tem apparecido exemplares á venda. BARBOSA (Agostinho), n. de Guimarães, e formado em ambos os Direitos. Tendo percorrido as principaes Universidades da Europa, foi nomeado Bispo de Ugnento, em Italia, e ahi falleceu em Novembro de 1649.

-*(c) Diccionarium Lusitanico-Latinum. Brachara, Typis & expensis Fructuosi Laurentii de Basto, 1611. fol. peq. de 1208 columnas, seguindo-se-lhe o index e Dicc. de nomes proprios.

Não é hoje livro vulgar, mas tambem não é procurado. Comtudo os exemplares teem dado de 13000 a 3,$600.

Ao mesmo auctor são attribuidos os dois escriptos seguintes:

-Memorial a la Catolica y Real Magestad de Filippe IV. Madrid, 1640. 4.o

Sumario de la vida y milagros de S. Filippe Nery, Fundador de la Congregacion del Oratorio: razon de su instituiçon y empleos de los sacerdotes de que la dicha Congregacion se conpone. in-8.o Sem anno nem lugar de impressão.

As mais obras d'este bispo portuguez, em Italia, são todas em latim, como se poderá vêr da Bibliotheca Lusitana.

BARBOSA (D. José), n. de Lisboa, Clerigo regular theatino, Chronista da Casa de Bragança, Examinador do Patriarchado e das Ordens Militares, e Academico da Academia R. de Historia portugueza; f. em Lisboa, em Abril de 1750.

*(c) Catalogo chronologico, historico, genealogico e critico das rainhas de Portugal, e seus filhos. Lisboa, na Officina de José Antonio da Silva, 1727. fol. peq. de xxvI-491 pag., com os escudos d'armas das rainhas até à mulher del-rei D. João V.

E' livro estimado e não vulgar. Vend. por 18000, Gubian; 15700, Castro, 2000, Sousa Guimarães; e 2020, Figueira. Sobre o mesmo assumpto vid. tambem Figaniére.

(c) Memorias do Collegio Real de S. Paulo da Universidade de Coimbra, e dos seus collegiaes e porcionistas. Lisboa, na Officina de José Antonio da Silva, 1727. fol. do IV426 pag.

-(c) Historia da fundação do Real Convento do Santo Christo das religiosas capuchinhas francezas. Lisboa, na Offic. de Francisco Luis Ameno, 1748. 4.° peq. de xv1-477 pag.

E' livro estimado e não vulgar. Foi mandado um exemplar á Exposição de Paris, de 1867.

E' procurado principalmente para a Collecção dos escriptos que dizem respeito ás Ordens Monasticas. E está no mesmo caso o da fundação do Salvador de Lisboa, o da Conceição de Braga, e o de Santa Monica de Goa. Do do Santo Christo vendeu se um exemplar por 720 reis, Sousa Guimarães, e vem annunciado por 800 reis, no catalogo de V.a Bertrand.

(c) Vida de S. Vicente de Paulo, fundador e primeiro Superior Geral da Congregação da Missão, tradusido na lingua materna da castelhana. Lisboa, 1738. fol., com uma estampa do Santo.

Consta que se reimprimira no Rio de Janeiro, em 1850. in-4. gr.
Da edição de 1738 foi mandado um exemplar á Exposição de Paris,

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