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pos bombardeiro del Rei nosso sehor co graça e preuilegio de sua alteza em ha muy nobrem (sic) e sempre leal çidade (sic) de lixboa co muy grande dilligencia. Ano da encarnação de nosso saluador e Redentor jhesu. xpo. De mil e quinientos e quinze, a vinte dias de Mayo.»

E' livro muito raro. A este respeito diz Inn. Francisco da Silva, no mesmo logar: «Consta que na livraria que foi do fallecido Joaquim Pereira da Costa existe tambem um exemplar do Boosco, a que os peritos avaliadores deram no inventario o valor de 400 reis!!» Este mesmo exemplar foi depois comprado para a Bibliotheca Publica de Lisboa, sendo portanto este e o da Bibliotheca da Ajuda os dois unicos exemplares hoje conhecidos.

BORRALHO (Fr. Manoel), n. de Lisboa e ahi fallecido em 1720, tendo sido trinitario.

-(c) A humildade triumphante, ou a soberba castigada. Historia de Esther, em oitava rima dada á estampa por Manoel Pereira Camboa. Lisboa, por Valentim da Costa Deslandes, 1708. 4.° peq. de XXIV-202 pag., dividido em 2 par

tes.

E' livro estimado e pouco vulgar.

-(c) Silva encomiastica em applauso do valor que obraram na campanha de 1704 D. Manoel Pereira Coutinho e seus filhos. Sahiu nos Preludios Encomiasticos.

BOTELHO (P. Gaspar Clemente), foi Conego em Elvas.

(c) Relação das verdadeiras razões em favor do Estado Ecclesiastico d'este reino de Portugal, feita em Roma no principio do anno corrente pelo Dr. Nicolão Monteiro. Tradusido do italiano. Lisboa, por Paulo Craesbeeck, 1645. 4.o de 16 pag.

E' opusculo raro.

BOTELHO (Sebastião Xavier). Vid. Memoria Estatistica sobre os dominios portuguezes na Africa Oriental.

BOTELHO DE MORAES y Vasconcellos (Francisco), n. de Moncorvo, e fallecido em Salamanca.

El nuevo mundo: poema heroico con las alegorías de D. Pedro de Castro, cavallero andaluz. Barcelona, por Juan Pablo Marti, 1701. 4.°

Sei d'um exemplar d'este livro vendido por 720 reis.

*El Affonso del Cavallero D. Francisco Botello de Moraes y Vasconcellos. Dedicado a la Magestade do D. João V,

rey de Portugal. Paris, 1712. in-12.° * Nova edição: Salamanca, 1731. 4.°-Ibi, por Antonio Villar Gordo, 1737. 8.° Este poema diz respeito á fundação de Portugal.

- Discurso politico, historico e critico que em forma de carta escreveu a certo amigo, passando deste reino para o de Hespanha, sobre alguns abusos que notou em Portugal. Lisboa, por Francisco Luis Ameno, 1752. 4.° de 22 pag.

E' opusculo pouco vulgar.

BOTELHO DE OLIVEIRA (Manoel), foi n. da cidade da Bahia, e fallecido em 1711.

*(c) Musica do Parnaso, dividida em quatro córos de rimas portuguezas, castelhanas, italianas e latinas, com seu descante, como redusido em duas comedias. Lisboa, por Miguel Manescal, 1705. 4.°

E' livro pouco vulgar.

BRAGA (Fr. Balthasar de), n. da terra do seu appellido, Monge benedictino, e Geral da sua Congregação; f. em 1610.

*

- Constituições da Ordem de S. Bento destes reinos de Portugal, recopiladas e tiradas de muitas definições, feitas e approvadas nos capitolos geraes. Lisboa, por Antonio Alvares, 1590. 4. de 195 folhas. No fim assigna-se Fr. João Pinto Abbade de Refoios, definidor e relator. Não trazem o nome de Fr. Balthasar de Braga.

Foram reimpressas com o titulo: Constituições da Congregação Benedictina. Coimbra 1629. 4.°

E' livro estimado, e a edição de 1629, apesar de mais moderna não é menos estimada, e até mais rara. Da de 1590 vendeu-se um exemplar por 13600, Figueira, e outro por 13350 reis, Sousa Guimarães.

BRAGANÇA (D. Theotonio de), nasceu em Coimbra, e era filho de D. Jaime IV, Duque de Bragança. Professou na Companhia de Jesus, e por morte do Cardeal D. Henrique foi provido no Arcebispado d'Evora. Foi quem mandou imprimir as Cartas do Japão, edição de 1598.

- (c) Regimento do Auditorio Ecclesiastico do Arcebispado de Evora e de sua Relação e consultas. Evora, por Manoel de Lyra, 1598. fol.

Não é livro vulgar, e faz parte das Constituições d'aquelle Arcebispado, ás quaes algumas vezes se encontra junto. Vend. um exemplar por 13550, Castro; e vem annunciado por 15000 reis, no cat. de V. Bertrand.

BRANDÃO (Fr. Antonio), n. de Alcobaça, Monge Cisterciense, Abbade do Mosteiro do Desterro em Lisboa, e Chronista-mór do reino.

* (c) Terceira parte da Monarchia Lusitana, que contem a Historia de Portugal desde o Conde D. Henrique, até todo o reinado del Rey Dom Afonso Henriques. Dedicada a Dom Filippe III de Portugal e quarto de Castella. Lisboa, no Mosteiro de S. Bernardo, por Pedro Craesbeeck, 1632. fol. peq. de vi-300 folhas numeradas só d'um lado, e 20 de taboada ou indices no fim.

- Ibi, na Impressão Craesbeechiana, 1690. fol. de x-420 pag. e 39 de taboada ou indices no fim. — Ibi, na Typographia da Academia R. das Sciencias, 1806. 8.o 2 vol. -*(c) Quarta parte da Monarchia Lusitana, que contém a Historia de Portugal desde o tempo del Rey Dom Sancho 1.o, até todo o reinado del Rey Dom Afonso III. Lisboa, no Mosteiro, de S. Bernardo, por Pedro Čraesbeeck, 1632. fol. peq. de vi-286 folhas numeradas só d'um lado e 20 de indicee no fim. Ibi, na Officina Terreiriana, 1725. fol. peq. de x-569 pag.

A respeito d'esta obra vid. Francisco Brandão. BRANDÃO (D. Fr. Caetano), formado em Theologia, Franciscano da 3.o Ordem, Bispo do Pará em 1782, e transferido depois para o Arcebispado de Braga, onde falleceu, em 1805.

Pastoraes e outras obras do veneravel D. Fr. Caetano Brandão. Dadas á luz por outro Religioso da mesma Ordem. Lisboa, na Imprensa Regia, 1824. 4.0

Vendido um exemplar por 720 réis, Sousa Guimarães.

-O verdadeiro Cidadão Lusitano, ou carta do Ex.mo e Rev.mo
Sr. D. Fr. Caetano Brandão. Lisboa, 1824. 4.o

Tenho conhecimento d'um exemplar d'este livro, vendido por 700 rs.
Vid. tambem Antonio Caetano do Amaral.

BRANDÃO (Fr. Francisco), foi natural de Alcobaça, Monge Cis-
terciense, Dr. em Theologia, Geral da sua Congregação,
Chronista mór de Portugal e Qualificador do Tribunal da
Consciencia e Ordens.

- (c) Quinta parte da Monarchia Lusitana, que contem a historia dos primeiros 23 annos del Rey D. Dinis. Offerecida a el Rey D. João IV. Lisboa, na Officina de Paulo Craesbeeck, 1650, fol. peq. de vIII-332 folhas numeradas só d'um

lado, e 18 de indices no fim.- Ibi, na Officina de Domingos Rodrigues, 1752. fol. peq. de vi-583 pag.

*(c) Sexta parte da Monarchia Lusitana, que contem a historia dos ultimos vinte e tres annos del Rey Dom Dinis. Offerecida ao Principe D. Pedro Regente do Reyno. Lisboa, na Officina de João da Costa, 1672. fol. peq. de XII-622

pag.

- Ibi, na Officina de Domingos Rodrigues, 1751. fol. de VIII-320 pag.

A obra Monarchia Lusitana até hoje publicada, comprehende 8 volumes pelos seguintes auctores:

Fr. Bernardo de Brito....

Fr. Antonio Brandão...

Fr. Francisco Brandão..

Fr. Raphael de Jesus..
Fr. Manoel dos Santos..

1. e 2. parte. 1597-1609. 2 volumes

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E' obra estimada, e que raras vezes apparece à venda completa e em bom estado de conservação. Alguns dos volumes são mais raros do que outros, como é o 6.o e 8.o, mas este ultimo o mais raro de todos, tendo já chegado a vender-se por 93000 réis. Vendidos os 8 volumes por 35000, Sousa Guimarães; 23$500, Figueira; e por 9 lb. 15 sh. no leilão da livraria de Lord. Stuart. Em outras partes os preços d'esta obra teem sido mui variaveis, para o que concorre muito o bom ou mau estado em que se encontra.

(c) Discurso gratulatorio sobre o dia da felice restituição e aclamação da Magestade del Rey D. João IV. Lisboa, por Lourenço d'Anvers, 1642. 4.° de vIII-179 pag., com as armas portuguezas no frontispicio.

Vend. por 600 réis, Gubian; e por 700 réis, Sousa Guimarães.

(c) Conselho e voto da Senhora Dona Filippa, filha do Infante D. Pedro, sobre as terçarias e guerras de Castella. Com uma breve noticia desta princeza. Dirigida a elrei D. João IV. Lisboa, por Lourenço de Anvers, 1643. 4.° peq. de 56 pag.

E' opusculo estimado e raro. Tem um exemplar o sur. Antonio Teixeira dos Santos, d'esta cidade, talvez comprado no leilão da livraria de Sousa Guimarães, onde se vendeu por 2$100 reis.

-*(c) Relação do assassinio intentado por Castella contra a magestade d'elrei D. João IV, impedido miraculosamente. Lisboa, por Pedro Craesbeeck, 1647. 4.° de 8 folhas por nu

merar.

Esta Relação sahiu anonyma, mas é attribuida a Brandão. Com relação a este nefando attentado vid. tambem Fr. Chris

tovão de Lisboa, Antonio de Sousa de Macedo e Francisco Manoel de Mello.

São ainda attribuidas a Francisco Brandão as Gazetas, isto é, os primeiros escriptos, que em forma de jornaes, com o titulo de Gazetas, sahiram impressos em Portugal. Vid. Ga

zetas.

BRANDÃO (D. Hilarião), n. de Coimbra e ahi fallecido, em 1585. Foi Conego Regrante de Santo Agostinho em Santa Cruz de Coimbra, e Prior do Mosteiro de S. Vicente de Fóra de Lisboa.

-*(c) Voz do Amado. Segue-se uma pequena estampa com um pelicano no centro, ferindo o peito. E por baixo: Autor Dom Hilarião Conego regular da congregação de Sancta Cruz de Coimbra. Co licèça da Sacta & Geral Inquisição & Ordinario. Em Lisboa, per João Fernandez impressor de livros. Com privilegio Real 1579. E no fim: Foi impressa a presente obra no Mosteiro de S. Vicente de fora dos muros de Lisboa, á honra & gloria de nosso Senhor Jesu Christo, & consolação das almas deuotas. Acabou-se em os seis dias do mes de Mayo de 1579. 8.° peq. de VIII-237 folhas numeradas só d'um lado.

E' livro raro e estimado. Os exemplares teem dado até 4$500.

Do mesmo auctor menciona Barbosa Machado o seguinte tratado, que deve ser muito raro: «Casos de Consciencia. No fim: Exame de Consciencia. Estas duas obras forão impressas no Mosteiro de S. Vicente em 1579, por ordem do Geral D. Lourenço Leite.>>

BRANDÃO (P. Luis), foi n. de Lisboa, Jesuita, Dr. em Theologia e Preposito na Casa de S. Roque da Capital, onde falleceu, em 1663.

-*(c) Meditações sobre a historia do sagrado Evangelho para todos os dias do anno, repartidas em 4 volumes. Lisboa, por João da Costa, e Miguel Deslandes, 1679-85. 4.° 4 vol.

É obra estimada e não vulgar. Vendido um exemplar por 900 reis, Sousa Guimarães.

BREVE SUMMARIO dos Reys de Portugal, desdo primeyro rey dom Afonso Anriques atee elrey dom Joan ho terceyro nosso senhor que hora reyna. Foy tirado das Chronicas do reyno. M.D.LV. 4.o de 16 pag. innumeradas, letra goth., sem data nem lugar de impressão, com um frontispicio de portada gravado em madeira.

É opusculo de grande raridade, segundo diz Figaniére, constando

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