Historia da litteratura portugueza, Volume 11

Voorkant
Impr. portug. editora, 1873
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Populaire passages

Pagina 188 - Dai-me agora hum som alto, e sublimado, Hum estylo grandiloquo, e corrente ; Porque de vossas aguas Phebo ordene, Que não tenham inveja ás de Hippocrene. v. Dai-me huma furia grande, e sonorosa, E não de agreste avena, ou frauta ruda ; Mas de tuba canora, e bellicosa, Que o peito accende, ea cor ao gesto muda : Dai-me igual Canto aos feitos da famosa Gente vossa, que a Marte tanto ajuda ; Que se espalhe, e se cante no universo : Se tão sublime preço cabe em verso.
Pagina 301 - Esta he a ditosa patria minha amada, A' qual se o Ceo me dá, que eu sem perigo Torne com esta empreza já acabada; Acabe-se esta luz alli comigo.
Pagina 320 - Se os antigos Filósofos, que andaram Tantas terras, por ver segredos delas, As maravilhas que eu passei, passaram, A tão diversos ventos dando as velas, Que grandes escrituras que deixaram! Que influição de si[g]nos e de estrelas, Que estranhezas, que grandes qualidades!
Pagina 256 - A troco dos descansos que esperava, Das capellas de louro que me honrassem, Trabalhos nunca usados me inventaram, Com que em tão duro estado me deitaram.
Pagina 200 - ... ser contente. Errei todo o discurso de meus anos; dei causa a que a Fortuna castigasse as minhas mal fundadas esperanças. De amor não vi senão breves enganos. Oh! quem tanto pudesse que fartasse este meu duro génio de vinganças!
Pagina 256 - Nem quem acha que é justo e que é direito Guardar-se a lei do Rei severamente, E não acha que é justo e bom respeito Que se pague o suor da servil gente; Nem quem sempre, com pouco experto peito, Razões aprende, e cuida que é prudente, Para taxar com mão rapace e escassa Os trabalhos alheios, que não passa (VII, 86).
Pagina 259 - Alma minha gentil, que te partiste Tão cedo desta vida, descontente, Repousa lá no Céu eternamente E viva eu cá na terra sempre triste. Se lá no assento etéreo, onde subiste, Memória desta vida se consente, Não te esqueças daquele amor ardente Que já nos olhos meus tão puro viste.
Pagina 212 - ... coluna do sofrimento meu, que a importuna perseguição de males em pedaços mil vezes fez, à força de seus braços. Não conto...
Pagina 228 - Inutil, e despido, calvo, e informe, Da natureza em tudo aborrecido, Onde nem ave voa, ou fera dorme, Nem corre claro rio, ou ferve fonte...
Pagina 293 - Saibão que ja não mata a vida ausente. Canção, neste desterro viverás, Voz nua e descoberta, Até que o tempo em ecco te converta. CANÇÃO VII. Manda-me Amor que cante docemente O qu'elle...

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