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D. Pedro por graça de Deus Principe de Portugal e dos Algarves d'aquem e d'alm mar, ein Africa Senhor de Guiné e da Conquista, Navegação e Commercio da Etiopia, Arabia, Persia e da India, etc. como Regente e Governador dos ditos Reinos e Senhorics, faço saber aos que esta minba carta virem que, tendo respeito a João do Rego Barros, Fidalgo de minha casa e Cavalheiro professo da Ordem de Christo, haver servido nas guerras do Brazil e Pernambuco por espaço de mais de trinta annos, em praça de soldado. Alferes, e Capitão de infantaria, achando-se n'ellas nas mais importantes occasiões que se offereceram, em que mereceo darem-se-lhe dous escudos de vantagem, despendendo na continuação das mesmas guerras e nas fintas e contribuições que para ellas se lançaram, quantidade de fazenda, e dando dous escravos seus para servirem na guerra alé morrerem n'ella; havendo-se com o mesmo bom procedimento com que sempre servio em todo o tempo que governou a capitunia da Parahiba, de que deo residencia: Hei por bem de lhe fazer

mercê da propriedade do officio de Provedor de minha Fazenda da Capitania de Pernambuco pelo donativo que offereceo de doze mil cruzados, os quaes entregou ao Thesɔureiro-mór do Reino, Bento Teixeira Feio, como constou por dous conhecimentos em forma feitos pelo Escrivão do seu cargo, e assignados por ambos, por que se mostra serem-lhe carregados em receita a fl. 1 v., e fl. 2 v., com o qual officio haverá o dito João do Rego Barros o ordenado que lhe tocar, e todos os próes e precalços que direitamente lhe pertencerem. Pelo que mando ao meu Governador da Capitania de Pernambuco the dê posse da propriedade d'elle, e lh'o deixe servir e exercitar assim, e da maneira que o fizeram os proprietarios que foram do mesmo officio, e haver o dito ordenado, próes, e precalços; e o dito João do Rego Barros jurará em minha Chancellaria na forma costumada, de que se fará assento nas costas d'esta carta, que será registrada no3 livros da Chancellaria do Conselho Ultramarino e Casa da Mina da data d'ella a quatro mezes primeiros seguintes.

E esta mercê lhe faço com declaração que, havendo eu por bem de lhe tirar ou extinguir o dito officio por qualquer causa que seja, minha fazenda lhe não ficará por isso obrigada a satisfação alguma. E por firmeza de tudo lhe mandei passar esta carta por mim assignada e sellada com o meu sello pendente; e se passou por duas vias, e pagou de novo direito 150 000, que se carregaram ao Thesoureiro João da Rocha a fl. 283, e á outra tanta quantidade deu fiança no li

vro d'ella, a fl. 154. Antonio Serrão de Carvalho a fez em Lisboa a 19 de Julho. Anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus-Christo de 1675. O Secretario Manoel Barretto de Sampaio a fez escrever.-Principe-O Conde de Val de Reis. Pre

sidente.

Eu o Principe Faço saber aos que esta Provisão virem que, tendo respeito a ter feito mercê a João do Rego Barros da propriedade do officio de Provedor de minha Fazenda da Capitania de Pernambuco, tendo consideração a seus merecimentos e ao donativo que por elle deu, e me representar que por ter negocios precisos n'esta Côrte, a que é necessaria sua assistencia, por cuja causa não pôde logo ir servir o do Officio: Hei por bem que seu irmão Luiz do Rego Barros possa tomar posse d'elle em seu nome, e servil-o somente por tempo de sei: mezes; e acabados elles, será o dito João do Rego Barros obrigado a ir servir o dito officio. Pelo que mando ao meu Governador da Capitania de Pernambuco que n'esta conformidade cumpra e guarde esta Provisão inteiramente como n'ella se contém, e deixe servir ao dito Luiz do Rego Barros o dito officio por tempo dos ditos seis mezes e tomar posse da propriedade d'elle em nome do dito seu irmão, e haver o ordenado, próes e precalços que direitamente lhe pertencerem. Esta valerá como carta, sem embargo da Ord. de L. 2. tit. 4.° em contrario. E se passou por tres vias.

E pagou de novo direito 218000, que se carregaram ao thesoureiro João da Rocha a fl. 58. E esta se passou por tres vias, uma só terá effeito. Pascoal de Azevedo a fez em Lisboa a 31 de Agosto de 1675. O Secretario Manoel Barretto de Sampaio a fiz escrever.-Principe. O Conde de Val de Reis. Presidente

Bernardo de Miranda Henrique, Governador da Capitania de Pernambuco, e das mais annexas por Sua Magestade que Deus guarde-os. Por quanto pela promoção que se fez da pessoa de Diogo Figueira de Freitas a Capitão de infantaria do terço de que é Mestre de Campo Antonio Dias Cardoso, ficou vaga a bengala de ajudante supranumerario de sargento maior com que servia no terço do Mestre de Campo D. Jaão de Souza, e convem provel-a em pessoa de valor, pratica da disciplina militar e muita experiencia das cousas de g erra; e tendo eu respeito ao bem que todas estas qualidades e outros requisitos, mais concorrem em a do Alferes reformado Gregorio Varrella de Berredo da companhia do mesino Mestre de Campo D. João de Souza, e ao bem que tem servido a Sua Magestade n'esta Capitania de Pernambuco desde o anno de seis centos e cincoenta e um até o presente, achando-se no decurso d'este tempo em as occasiões que se offereceram como foi (sendo soldado da compa

nhia do Mestre de Campo André Vidal de Negreiros) marchar de ramo por vezes com os Cabos que sabiam a franquear a campanha que os inimigos occupavam, onde haviam varios recontros padecendo muitos trabalhos e fomes em todas estas jornadas, assistindo tambem de rawo na Estancia do Paio, aggregado á companhia do Capitão João do Rego Barros, onde continuadamente se pellejava por estar fronteira ao inimigo; e em todas as occasiões da felice restauração d'estas praças, sendo a sua companhia a que marchava ra vanguarda, onde procedes com particular valor, fazendo a obrigação de honrado soldado e depois entrando n'aquelle terço o Mestre de Campo D. João de Souza, servir na mesma Companhia de Cabo de Esquadra, Sargento supra, e do numero, e logo passar a Alferes da companhia do Capitão Pedro de Torres do mesmo terço, e ficou ultimamente reformado d'aquelle posto, por servir mais dos tres annos; e continuar sempre o Real serviço d'esta praça com toda satisfação até o presente e esperando d'elle que d'aqui em diante servirá com o mesmo procedimento e muito conforme á confiança que de sua pessoa faço: Hei por bem de o eleger e nomear (como em virtude da presente elego e no meio) Ajudante supranumerario de Sargento maior do dito terço; para que, como o seja, use e exerça com todas as honras, graças, franquezas, privilegios, preemineneias, isenções e liberalidades que lhe tocam, podem e devem tocar como aos mais ajudantes supranumerarios dos terços de infantaria dos exercitos de S. Alteza. E, como elles, gosará

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