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do soldo que directamente lhe tocar. Pelo que ordeuo ao seu Mestre de Campo lhe de a posse e juramento na forma costumada, de que se fará assento nas costas d'esta ; e aos Officiaes maiores e menores d'este exercito, e em particular aos do seu terço que o hajam, honrem, estimem e respeitem por tal Ajudante supranumerario, cumpram e guarden as ordens que em nome dos superiores der tão pontual c interinamente como devem e são obrigados. E ao Provedor da Fazenda Real d'esta Capitania ordena outrosim lhe faça assentar, livrar e pagar d'ella o soldo que The pertencer, na forma que se pratica com os mais ajudantes supranumerarios dos terços da infantaria d'esta Praça. Para firmeza do que The mandei passar a presente sob meu signal e sello de minhas armas, a qual se registrara nos livros a que tocar. O Alferes Diogo Rodrigues Pereira a fiz n'este Recife de Pernambuco aos 28 dias do mez de Dezembro do anno de 1869. E eu João Autunes de Lisboa a fiz escrever, e su bscrevi.-Bernardo de Miranda Henrique.

Senhor Governador.-João do Rego Barros, Provedor e Contador da Fazenda Real d'esta Capitacia de Pernambuco que pelo Alvará junto lhe fez Sua Alteza mercê de dous escudos de vantagem sobre qualquer soldo, ou occupação que tivesse em seu serviço, pelos respeitos n'elle referi

dos; e porque ora está servindo a Sua Alteza n'esta Capitania com o dito cargo de Provedor e Contador da sua Real Fazenda, e vence os ditos dois escudos de vantagem,-P. a V. S. mande ao Almoxarife actual da dita Fazenda Real lhe satisfaça os escudos de vantagem que tiver vencido desde o dia que tomou posse do dito cargo, e na mesma forma lhe vá continuando com o mesmo pagamento, pondo-se-lhe as verbas necessarias no seu assento para que se não duplique.-E. R. M. O Provedor da Coroa me informe sobre o que o Supplicante relata declarando si se lhe satisfizeram os escudos até o tempo que tomou posse do cargo de Provedor, para o que o Escrivão da Fazenda lhe dará as clarezas, de que uecessitar para este particular. Recife, 18 de Julho de 680.-Ayres de Souza de Castro por sua rubrica.-O Escrivão da Fazenda informe si satisfizeram-se ao Supplicante os escudos de vantagem até o tempo que tomou posse do cargo de Provedor, ou até que tempo lhe satisfizeram, pelo que constar dos assentos; e, satisfeito, me torne para interpôr o meu parecer. Recife, 19 de Julho de 680.-Pereira. - Pelo assento que o Supplicante tem de Capitão de Infantaria do tempo que servio o dito posto n'esta capitania consta ter sentado á margem d'elle os dous escudos de vantagem, de que faz menção, e não consta ter feito n'elle carga alguma dos ditos escudos até 4 de Setembro de 662, em que passou a Capitão-mór da Parahiba, porque n'aquelle tempo se não pagavam os escudos pelos poucos effeitos que haviam então da Fazenda Real. Isto é o que me consta. Recife, 22 de

Julho de 680.-Leonel Gomes, Escrivão da Fazenda Real. Senhor.-Pela informação do Escrivão da Fazenda consta haverem-se assentado os dous escudos de vantagem ao Supplicante, e outrosim que até agora os não tem cobrado; e como peça os que tem vencid› depois que tomou posse do officio de Provedor da Fazenda, e S. A. The conceda os dous escudos de vantagem sobre qualquer soldo ou occupação pela Provisão junta, não se me offerece duvida a se pagarem os ditos dous escudos de vantagem na forma que o Supplicante pede. Recife 24 de Julho de 680.-Antonio Rodrigues Pereira.-Visto o que consta do seu assento, e resposta do Procurador da Corôa se lhe continue com o pagamento dos dous escudos de vantagem desde o tempo que exerce o cargo de Provedor; o que satisfará o Almoxarife d'esta Capitania como aos mais que logram esta mercê. Recife, 31 de Julho de 680.-Ayres de Souza Castro por sua rubrica.

D. Antonio Felix Machado. Eu El-Rei vos envio muito saudar. Vendo o que me escreveo João do Rego Barros, em Carta do 1. de Março d'este anno acerca da duvida, que o Desembargador Syndicante d'essa Capitania Belchior Ramires de Carvalho poz aos Almoxarifes da Fazenda Real Manoel Antunes Correia e Antonio Gomes de Lima sobre as despezas que haviam feito com os soldados defuntos na paga que até agora se lhes

costumava 'dar da minha Fazenda : Me pareceo ordenar-vos (como por esta o faço) façaes observar o estylo que ha na Bahia, pagando-se aos soldados mortos o soldo de um mez para suffragios d'alma pelas consignações que administra á Camara e á farda pela Fazenda Real, por ser conforme ao que dispõem o Regimento das Fronteiras; tendo entendido que não haveis de alterar esta disposição, porque do contrario se haverá por conta de Vossa fazenda tudo o que n'esta parte se alterar. Escripta em Lisboa a 4 de Dezembro de 1691.— REI.

João do Rego Barros. Eu El-Rei vos envio muito saudar. Vio-se a vossa carta de 2 de Março d'este anno em que me dais conta do Governador d'essa Capitania Francisco de Castro de Moraes mandar dar por conta da Fazenda Real duas caixas de guerra a cada Capitão de infantaria, sendo estylo n'essa praça pagarem as caixas da sua fazenda os mesmos Capitães, ao que o dito Governador não attendeo, sem embargo de lh'o representardes.

E

pareceo-me dizer-vos que ao dito Governador se lhe havia feito aviso estivesse com toda a prevenção necessaria para a defensa d'essa capitania no caso que os inimigos d'esta Coroa a quizessen invadir. Estão bem dadas as caixas de guerra. Escripta em Lisboa em 1. de Setembro de 1706.-Rei.-Conde de Alvor. Presidente.

João do Rego Barros. Eu El-Rei vos envio muito saudar. Vio-se a vossa carta de 8 de Maio d'este anno em que daes conta de que, havendo mudado a Pedro Corrêa Ferrete da cadeia da cidade de Olinda, em que estava preso a requerimento do contractador Manoel Ferreira da Costa para a cadeia do Recife, na forma que se havia ordenado, aggravara o dito preso de vós para a Relação da Bahia: pedindo-me vos mandasse declarar si no caso de ter sentença a seu favor a havieis executar, ou guardar o que pela minha ordem se vos tinha mandado.

E pareceo-me dizer-vos que devieis ajuntar ao aggravo a copia da minha ordem, e com ella repliqueis a mesma sentença; e sem embargo das vossas razões vos mandar a Relação, que cumpraes a sentença, lhe obedeçaes, e me deis de tudo conta para se poder tomar a resolução que for conveniente. Escripta em Lisboa a 20 de Dezembro de 1706.-Rei.

Sr. Governador e Capitão Geral.--Dizem João do Rego Barros o moço, e João do Rego Barros, Francisco do Rego Barros, que elles tinham praças de sodados na companhia do Mestre de Campo Zenobio Achioli de Vasconcellos; e porque V. S. lhes mandou dar baixa n'ella aos 25 dias do mez de Fevereiro proximo passado, e elles Supplicantes venceram a farda que constar dos seus assentos até o dito tempo, e para effeito do Contratador lh'a dar é necessario ordem de

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