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e uns vêin a dar-lhe as graças pelos livrar das tormentas e perigos do mar, e outros a pedir o seu favor para que os defenda e lhes dê bom successo nas suas navegações e como fica defronte da Barra tanto que chegam a avistar o seu Sanctuario, a salvam com a sua artilharia. Finalmente, todos os dias é aquelle Sanctuario da Senhora frequentado de romagens e de devotos, e alli vem na casa da Senhora a fazer as suas novenas.

N'esta casa e Sanctuario da Senhora do Pilar se vêm pender muitas memorias e signaes das suas mercês e maravilhas em cabeças, braços, mortalhas e outras cousas d'este genero, em que se vê como a Senhora tem poderes sobre a morte e enfermidades. Vêm-se tambem pender alguns navios, e muitos pintados em quadros, aonde se referem os favores que receberam, e os perigos de que foram livres pelo favor e assistencia da Mai de Deus, que não soffre que os seus devotos que a invocam e chamam para que os livre de perigos, periguem ou padeçam n'elles.

E' hoje Padroeiro d'esta Casa o Padre João do Rego, filho do fundador, Clerigo do Habito de S. Pedro, e tambem do de Cavalheiro da Ordem de Christo, o qual tem muito cuidado do adorno d'aquelle Sanctuario da Senhora. D'ella nos deu noticia o Illustrissimo Bispo do Pará.

Francisco Barreto. Eu El-Rei vos envio muito saudar. Simão de Figueiredo Guerra, Vigario da Matriz do Salvador da villa de Olinda

me escreveo dando-me conta do estado em que se acha a sua Igreja, que por estar quasi toda cahida, lhe impede muitas vezes administrar os Sacramentos com a decencia devida. Pedindo-me que por o remedio de presente ser mais facil (a respeito de estar a predaria toda junta, e citado que póde servir) mandasse applicar alguma das rendas d'essa Capitania para a dita obra, antes que acabasse de arruinar de todo, e fosse mais difficultoso e custoso o remedio e que no entretanto mandasse que elle se podesse ajudar da Irmandade de S. João annexa á dita Matriz para n'ella administrar os Sacramentos a seus freguezes. E porque aqui se não tem mais noticia do estado da dita Igreja do que dá o seu Parocho, e convem que, sendo como elle a refere, se lhe acuda, antes que arruine de todo: Vos encomendo muito, e mando que ouvindo os Officiaes da Camara da dita villa de Olinda, e tomando vós e elles as mais informações que se julgarem por convenientes, e sabendo dos freguezes da dita Igreja com que poderão ajudar a dita obra para se acabar mais em breve, e o que ella poderá custar, me aviseis de tudo com clareza e certeza, e tambem de que effeitos, e mais promptamente e poderá tirar a mais despezas, para sobretudo mandar o que for mais servido; e sendo caso que antes de outra ordem minha se comece a dar principio á dita obra, ou a necessidade o pedir assim, vos hei tambem por mui encomendado que procureis pelos melhores meios. que possa ser, que, emquanto ella durar, assista este Vigario na dita Ermida de S. João e n'esta

mesma conformidade o mando tamhem escrever aos Officiaes da Camara. Escripta em Lisboa ao 1.o de Julho de 1656.-Rei.-Para o Mestre de Campo General de Pernambuco.

Officiaes da Camara da villa de Olinda. Eu El-Rei vos envio muito saudar. Havendo mandado ver aqui o que me escreveram o Governador Francisco Barretto e André Vidal de Negreiros no tempo que teve a seu cargo o governo d'essa Capitania sobre a mudança d'elle do Recife para a villa de Olinda, para comisso se poder reedificar das ruinas passadas, e tornar á sua antiga opulencia e as rasões que em contrario deo Francisco Barreto de não convir largar-se a assistencia da praça do Recife por ser a mais importante a conservação d'aquellas Capitanias, me pareceo dizer-vos (por o negocio estar bem visto e considerado) que sou servido approvar a mudança que se tem feito do Governo do Recife para a dita villa, sem embargo de se fazer sem approvação minha, e encomendar-vos que pela parte que vos toca trateis sempre muito da conservação do Recife, aonde ha de existir a infantaria com seus Officiaes para sua defensa, e se ha de conservar a Alfandega; e o Governador e os mais Ministros do Governo politico hão de ter sua assistencia na dita villa de Olinda, e com a experiencia do que o tempo for mostrando, se verá então si convem accrescentar ou diminuir no que agora está resoluto. Mas, porque a despeza do que necessita

a fortificação da mesma villa, e as differenças dos desembarcadouros hão de ser grande, vos encomendo muito queirais contribuir para ella com tudo o que vos for possivel, pois vos é presente o estado em que a minha fazenda se acha para não poder acudir agora a esta despeza, e assim o mando ordenar ao meu Vice-Rei e Capitão General d'esse Estado, e ao Governador de Pernambuco. Do que vos aviso para que o tenhaes entendido. Escripta em Lisboa a 23 de Agosto de 1663.-REI.

Jeronymo de Mendonça. Eu El-Rei vos envio muito saudar. Os officiaes da Camara da villa de Olinda me deram conta por carta sua de 24 de Abril passado como se parava com a obra da Igreja Matriz da dita villa, em que eu mandei se continuasse por carta do 1.° de Junho de 1656, a respeito de não darem a isso lugar as muitas contribuições a que acudiam de presente; e que para poderem continuar com a dita obra e com algumas mais, que são ahi necessarias, reservaram. conformando-se eom a dita minha carta, dous mil cruzados cada anno no subsidio antigo dos vinhos, que de mais de setenta annos lançaram sobre si voluntariamente aquelles moradores. Encommendo-vos que, vendo tudo o que fica referido, me informeis da causa que estes Officiaes tiveram para applicarem os ditos dous mil cruzados no imposto do vinho para as ditas obras, e si o fizeram com vosso parecer e do Provedor da minha Fazenda, de que tudo me

dareis conta. Escripta em Lisboa aos 5 de Agosto de 1665.-Rei.--Para o Governador de Pernambuco.

Bernardo de Miranda Henriques. Eu o Principe vos envio muito saudar. Tendo consideração a se haver ordenado por carta de 23 de Agosto de 1663 que assistissem os Governadores de Pernambuco e mais Ministros do Governo politico na villa de Olinda, para com isso se poder reedificar e levantar as ruinas d'ella, de maneira que se podesse tornar á sua antiga opulencia e porque agora se me representou por parte do Procurador Geral do Estado do Brazil, que se não tinha dado a execução á dita ordem ; me pareceo dizer-vos que na forma que n'ella se contém assistaes, e os Governadores que vos succederem com todos os Ministros do Governo politico, Provedor da Fazenda, Ouvidor Geral e mais Officiaes de Justiça, na villa de Olinda, sem duvida alguma porque, fazendo o contrario, mandará proceder contra quem não der á execução o que está resoluto. Escripta em Lisboa aos 10 de Õutubro de 1669.-Principe.-Para o Governador de Pernambuco.

Eu o Prin

Bernardo de Miranda Henrique. cipe vos envio muito saudar. O Procurador Geral do Estado do Brazil me representou aqui que para se poder accudir á reedificação da villa de Olinda e a outras obras precisas e necessarias,

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