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forma do que se despender com as rações dos ditos soldados, e o mesmo termo se fará com a polvora e balas que se gastarem ;

3. No dia de carne dará meio arratel d'ella a cada um dos Officiaes, soldados e tambores, a todos por igual sem differença e uma ração de legumes, na forma que se pratica nas náos de guerra para jantar e ceia;

4. Nos dias de peixe dará a mesma ração de legumes e meia libra de arroz, advertindo que cada alqueire de arroz dá 90 libras e cada alqueire de legumes då 120 rações;

5. No dia em que se cozer na caldeira arroz se fará a conta para o azeite, que se ha de deitar a cada sessenta praças um quartilho, para o que vai medido ;

6. A cada uma das praças se dará uma quarta de farinha para dez dias

7.° Fará repartir a gente em ranchos e lhe repartirá as bandejas e colheres com igualdade;

8. As gallinhas se repartirão pelos doentes, havendo-os, com advertencia; no dia em que a comerem se lhe não dará outra ração excepto farinha ;

9. O mantimento que crescer do que lhe vai carregado em receita, o venderá o dito Capitão João da Silva Santos no Rio de Janeiro para do seu producto frzer entrega n'esta praça, trazendo-o Deus a salvamento, onde se lhe ha de tomar conta pelo mesmo livro da sua receita e despeza. Recife, 17 de Novembro de 1736. João do Rego Barros.

Sr. Governador.-Diz Manoel de Azevedo da Silva, que elle serve á Sua Alteza que Deus Guarde, ha quarenta annos, assim nas guerras que houve nas fronteiras de Portugal, onde foi prisioneiro do Castelhano em a batalha do Montijo por se achar na occasião com muitas feridas mortaes, como nas que se seguiram pelos Hollandezes, nas que se fizeram n'estas Capitanias desde seu principio até sua recuperação, como consta de seus papeis, e occupou os postos da Milicia e o de Ajudante de Tenente que por ora está exercendo; e porque o soldo que se lhe dá é mui limitado para se poder sustentar, por ter muitas obrigações de mulher e filhos: portanto P. a V. S. havendo respeito ao que allega seja servido mandar-lhe assentar na farda que se lhe dá todos os annos de vinte mil réis a mesma quantia que se dá de quarenta e sete mil réis aos Capitães de infantaria d'estes terços, para assim poder acudir ás obrigações do seu cargo. E. R. M. Informe o Provedor da Fazenda Real. Olinda. 10 de Setembro de 1682. D. João de Souza por sua rubrica. Sr. Governador. O supplicante pede acrescentamento da farda e a mesma quantia que se dá aos Capitães de infantaria; o que n'esta Procuradoria se não póde fazer sem ordem de Sua Alteza, d'onde o supplicante póde requerer por ser contra o Regimento, ou requerer á Bahia ao Sr. Governador Geral e Provedor-mór do Estado. Isto é o de que posso informar a V. S. para mandar o que for servido. Recife, 10 de Setembro de 1682. João do Rego Barros. Recorra ao Sr. Capitão General do Estado, a quem só pertence

deferir ao requerimento do supplicante. Olinda, 10 de Setembro de 1682. Dom João de Souza por sua rubrica.--Sr. Governador e Capitão General. Manoel de Azevedo da Silva representa a V. S. que elle fez a petição inclusa ao Governador da Capitania de Pernambuco D. João de Souza, representando-lhe haver continuado o real serviço de muitos annos a esta parte, e ao presente estar exercendo o cargo de Ajudante de Tenente General, e ser o soldo limitado que lhe dão cada anno, pedindo-lhe fosse servido mandar-se-lhe désse a farda como aos mais Capitães de infantaria; ao que teve por despacho recorresse a V. S. -Pelo que-P. a V. S. havendo respeito ao que allega seja servido mandar por seu despacho The seja concedido o que pede. E. R. M.—O Provedor-mór d'este Estado informe sobre as rasões do supplicante, que parecem justificadas e remettidas pelo Sr. D. João de Souza, Governador da Capitania de Pernambuco. Bahia, 27 de Setembro de 1682.-Com rubrica do Governador Geral Antonio de Souza.-Sr. Governador. Aos Ajudantes de Tenentes se pagam n'esta praça a 85000 por mez em dinheiro de contado de seu meio soldo, de Mercê introduzida pelos Srs. Capitães Generaes d'este E-tado mais 248000 de farda, contra o regimento o regimento d'esta Provedoria-mór que encontra a rasão e merecimento do supplicante no que pretende de vencer mais 27$000 de farda por anno, além dos 20$000 que diz leva, que tambem deve ser de mercè; e como o regimento é o mesmo aqui que em Pernambuco, fica sendo igual a duvida em todas as Provedorias.

E' esta informação que posso dar a V. S. para mandar o que for servido. Bahia, 28 de Setembro de 1682. Francisco Lamberto.-Ainda que a resposta do Provedor-mór se não ajuste com as rasões e merecimento antigo dos serviços do supplicante que se acha no estado que relata, o Provedor da Fazenda da Capitania de Pernambuco The mande este anno satisfazer a maioria que pretende na farda, e poderá requerer a S. A. com suas rasões para se lhe continuar, sendo servido. Bahia 29 de Setembro de 1682.-Souza.

3.a SÉRIE

Christovão de Figueiredo.

Ayres de Souza de Castro, Governador da Capitania de Pernambuco e das mais annexas por Sua Alteza que Deus Guarde, etc. Faço saber aos que esta carta patente virem que, por quanto está vaga a bengala de ajudante supra numerario do terco do Mestre de Campo D. João de Souza, por passar a Ajudante do numero Gregorio Varella de Berredo que a servia, e convir provela em pessoa de serviços, pratica e experiencia da disciplina militar; tendo respeito a que todos estes requisitos concorrem na de Christovão de Figueiredo, e ao bem que tem servido a Sua Alteza que Deus Guarde, no decurso de trinta e tres annos a esta parte, achando-se nas occasiões de guerra que n'estas Capitanias se offereceram, como foi na da fortificação da eminencia das Cinco Pontas, d'onde o inimigo vendo-se opprimido do aperto em que o puzeram, commetteo pazes para a entrega da praça do Recife, o que se fez logo, havendo pri

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