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ographica extrahida do allas da viagem de Laperouse em 1785 1788.

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NOTAS

PARA A

HISTORIA PATRIA

TERCEIRO ARTIGO (*)

João Ramalho, o bacharel de Cananéa, precedeu Colombo na descoberta da America ?

(Memoria lida pelo socio Candido Mendes de Almeida na sessão do Instituto Historico a 4 de Agosto de 1876.)

I

Antes de proclamada a maioridade do principe eminente que honra o solio brasileiro, quasi dois annos, um notavel acontecimento, largo em esperanças, realizou-se n'esta côrte á 18 de Agosto de 1838.

Das entranhas da Sociedade Auxiliadora da Industria Nacional surgiu a associação de que hoje somos membros, a qual tantos serviços já tem prestado á historia, á geographia e ethnographia patrias.

Dois brasileiros de elevado merecimento, cheios de sciencia e do mais elevado patriotismo, Raymundo José da Cunha Mattos e Januario da Cunha Barbosa, conceberam esse magnifico pensamento, e tiveram a fortuna de leval-o a effeito com estranha celeridade; graças ao perseverante, valioso e nunca desmentido patrocinio do augusto

(*) Vide o segundo artigo na Revista deste anno, á pags. 163.

protector, que desde o seu nascedouro tomou para si a nossa associação.

Em 21 de Outubro de 1838 o Instituto Historico e Geographico Brasileiro estava installado no mesmo salão onde fôra concebido o plano.

Começou, portanto, a nossa associação a prestar serviços, com particularidade ás sciencias a que se dedicára; serviços que teriam outro alcance se, em todos os seus membros de então até hoje approvados, correspondesse zelo igual aos desejos que mostram por partilhar nossos trabalhos.

Esses serviços, com quanto modestos, em relação ao alvo que procuramos attingir, estão revelados em nossa Revista, procurada com anciedade pelas associações dos dois mundos, que cultivam as mesmas plantas.

No terceiro anno da existencia do nosso Instituto, a sua Revista attrahiu desde logo as vistas do mundo scientifico pela publicação de uma memoria até então inedita, escripta no seculo passado por um litterato que gozava de grandes creditos pelo seu saber, e pela respeitabilidade do seu caracter.

Elle pertencia ȧ uma corporação religiosa de nossa igreja, que, em assumptos como o que se havia tratado na memoria indicada, conquistára merecida reputação de probidade litteraria, e de veracidade nos factos que exhibira em suas producções.

A verdade não soffria ultrage, e se por qualquer circumstancia era vulnerada sempre a boa fé ficava a salvo.

Portanto foi um verdadeiro acontecimento a publicação em nossa Revista da memoria inedita do venerado autor da chronica da outr'ora capitania de S. Vicente, por elle intitulada Memorias para a historia da capitania de S. Vi

cente.

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