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Por elle as vis cadêas
Quebrámos de Lisboa;
Por elle entre nós sôa :
Independencia ou morte.

Grato o Brasil a Pedro,
Incensos mil tributa,
E um só clamor escuta :
Independencia ou morte.

Brasilica assembléa
Se vem aqui juntar ;
Por base ás leis vai dar
Independencia ou morte.

O! gente brasileira !
Surge da escuridão!
Surge! já sois nação!
Independencia ou morte.

Rompa de vossos labios
Voz que nos peitos clama;
Repita ao longe a fama:
Independencia ou morte.

Amavel liberdade,

Que os braços nos estende,
Nosso paiz defende:
Independencia ou morte.

Vê, o querida patria !
Quanto fieis te amamos !
No teu altar juramos :
Independencia ou morte.

Em 19 de Setembro de 1822.

6o

HYMNO NACIONAL BRASILIENSE

Parabens, ditosos filhos
Do brasilico hemispherio!
Vossa patria, novo Imperio,
Ergue a fronte sem temor.

Jura o povo brasileiro
Dar contente os bens, a vida,
Fela patria tão querida,
Pelo grande Imperador.

Os tyrannos intentavam
Lançar ferros ao Brasil,
Mas um peito varonil
Lhes rebate o vão furor.

Jura o povo brasileiro, etc.

Por mil leguas os limites

Este Imperio ao longe estende;

Seus direitos lhe defende

Pedro, o anjo protector.

Jura o povo brasileiro, etc.

Pedro existe á nossa frente;

O triumpho está seguro :
E' da patria o forte muro

Seu denodo e seu valor.

Jura o povo brasileiro, etc.

Já nação a par das outras,
O Brasil assombra o mundo:
Ruge a inveja e no profundo
Vai sumir-se a immensa dor.

Jura o povo brasileiro, etc.

Sabias leis espera o povo
Da brasilica assembléa;
De cem luzes a rodeia
Brilhantissimo explendor.

Jura o povo brasileiro, etc.

Aos conselhos seus presida
Zelo ardente, să prudencia;
Firmem nossa independencia.
Contra as furias do aggressor.

Jura o povo brasileiro, etc.

Vinde, o povos! neste dia
Contemplar a patria cara!
Seu destino lhe prepara
No universo o gráo maior.

Jura o povo brasileiro, etc.

Em 14 de Outubro de 1822.

HYMNO PARA O BATALHÃO DO IMPERADOR

Hoje a patria é quem vos chama,
O! valentes brasileiros,

E do ferro dos guerreiros

Vossos braços vem armar.

Bravos filhos de Mavorte

Já no campo estais da gloria ;
Vamos, vamos á victoria,
Combater e triumphar.

Do Brasil a mai primeira,

Formosissima Bahia,

Da feróz aleivosia

Quer os vis grilhões quebrar.

Bravos filhos de Mavórte, clc.

Do Janeiro sobre as margens
Seus clamores escutastes :
Desde logo alli juraste

Os seus muros libertar.

Bravos filhos de Mavorte, etc.

Eis da guerra o clarim soa

E a triumphos mil nos chama ;

Negra furia, que rebrama,

Não nos póde intimidar.

Bravos filhos de Mavorte, etc

Lá nos tece a patria c'rôas,
Nossa patria, o grão Brasil,
Que sublime e senhoril
Vai dois mundos assombrar.

Bravos filhos de Mavórte, etc.

Lusas quinas, enfiadas.
Da soberba em vituperio,
Vêm do novo, augusto Imperio,

As estrellas fulgurar.

Bravos filhos de Mavorte, etc.

Pedro a nossa independencia
Sobre base pôz segura;

A promessa da impostura

Não nos ha de fascinar.

Bravos filhos de Mavorte, etc.

Pedro firma o throno egregio
Em valentes, livres peitos ;

Sua gloria illustres feitos

Deve a todos inspirar.

Bravos filhos de Mavorte, etc.

Appareça n'estes lares
Sacrosanta liberdade :
O egoismo, a vil maldade,

A seus pés hão de expirar.

Bravos filhos de Mavórle, etc.

Já no céo fuzilam raios !

Chega o dia da vingança !...

O vislumbre da esperança

Vai nos monstros acabar.

Bravos filhos de Mavorte, etc.

Em 24 de Janeiro de 1823.

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