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aprisionado um Alferes, André de Lucena, mandado com a munição acima mencionadi pelo Governador da Bahia. Declarou: que levava aquelles reforços para Albuquerque; que antes não foram mandados outros.

provavelmente inandariam mais; que na Bahia havia cerca de 1,600 soldados, repartidos em 22 companhias, e que os habitantes em um prazo de oito dias podiam re:nir mais uns 2.000 homens; que estavam surtos lá cerca de 60 navios, dos quaes alguns estavam carregados, tambem dous navios de Lubeck, cada um tendo montados 20 ou 24 canhões e cinco ou seis portuguezes com 10, 12 e 16 canhões. Não tinham noticia alguma da esquadra, a não ser um boato incerto de que viriam alguns galeões. Não partira da Bahia ha bem um anno nem um navio com conhecimento do Governador, nem partiria antes que chegassem os galeões.

No dia 5 foi mandado para o Sul o navio Erasmus, depois de descarregado, a juntar-se ao Coronel Schuppe.

Por esse tempo a maré subio tanto que a barbacan em frente ao forte Emilia teve de ser tirada i'alli e recuada, e a praia em frente ao hornaveque ligeiro de Fredrick Hendrick estava dentro d'agua, entrando

mar até os fossos. Houve grande apprehensão que o caes de pedra em frente ao forte Ernestus soffresse grande damno; para impedir isso tomaram todas as providencias possiveis. No dia 7 de Outubro chegou o navio Amsterdam. com 182 soldados, no dia 13 o Pelgrom com 52 soldados e no dia 16 o navio Graef-Ernst de Groeningen com 143 soldados. E para não omittirmos sa alguma quanto á chegada dos navios diremos que no dia 8 de Outubro chegou uma chalupa do Cabo, com uma carta do commandante de l'ries, contando o grande damno que a enchente causara alli, pela qual um pedaço do forte Gijsselingh foi levada pela agua com todo o caes. Dizia alem disso que as companhias dos capitães Gilbert e Nicolsz haviam feito

uma pedição e chegaram felizmente a S.to Antonio de Ipojuca, onde obtiveram grandes despojos, sem serem descobertos, ficando dous conventos immunes, porque fecharam muito depressa.

No dia 9 chegou o navio Tholen da Bahia, trazendo grande quantidade de farinha de trigo, que desembarcara do Salmander, o qual a havia tomado de um naviosinho proximo á illa Paesch-avondt (l'espera de Paschoa), aprisionando nelle alguns pescadores, por quem souberam que seis ou oito navios estavam promptos para sahir, e eram esperados 800 homens Governador. Como o governo do Recife achasse poucos os navios para o bloqueio, resolveram logo mandar aquelle navio com o Fortune o Swaen para lá. No dia 10 o conselheiro politico Schotte foi ao Cabo reparar a fortifidação arruinada pela enchente. No dia 14 o Decanter partio para a Bahia. No dia 15 foram trazidos de Itamaracá ao Recife dous Portuguezes importantes apanhados de surpreza em Goyanna.

No dia 16 chegaram da Republica os navios t'lus d'un Vassauw, carregado com viveres e munições e trazendo 52 soldados e o Ernestus da Camara de Groeningen, com c Conselheiro Politico Ippo Eyssens e uma panhia de 140 homens sob o commando do capitão Cornelis Stalpacrt van

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der Wiel. No dia 1o de Novembro foram mandados alguns pequenos yachts para chamarem os navios de que haviam de precisar na proxima expedição e deram armas a todos os paisanos para em caso de necessidade montarem guarda e prestar serviço.

No dia 2 uma força trouxe quatro prisioneiros.

No dia 6 voltou o Snr. Stachouwer do Rio Grande trazendo um dos nossos, que estivera no interior com os Tapuyas e deu informações sobre aquelles selvagens e disse que Jandovi promettera vir com 400 homens; que ficara muito satisfeito de saber que os nossos tomaram o reducto da Barra de Cunhaú, mas lamentou que não houvessem matado os Portuguezes em vez de lhes dar quartel, dizendo que se continuassem nessa pratica, não viria mais em nosso auxilio.

No dia 7 chegou de Mosa o navio fretado Sit Pieter, com 103 soldados, sob o commando do tenente Fack, sendo uma parte da companhia do capitão Nicolaes vander Hoever. No dia 8 depois de madura deliberação ficou resolvida a expedição á Parahyba.

Do dia 9 a 13 não succedeu cousa alguma de especial, a não ser a chegada de varios navios, aos quaes mandaram chamar; fizeram calculo dos viveres necessarios para a expedição e distribuiram-nos pelos navios e a as munições foram levadas para bordo.

No dia 11 chegou o navio ter Elborgh, com 49 soldados; descahira costa de Guiné e no Cabo de Lopes, e capturaram em caminho um pequeno navio com oleo de palma e outras cousas mais. Uma força de Itamaracá sob o commando do capitão Tourlon fóra a Goyanna e cahio de improviso sobre o engenho de Luciano Brandão, situado em Taquara á margem Norte do rio Capebaribe; trouxe 300 fôrmas com assucar e aprisionou o proprietario. No dia 13 chegaram de Mosa o yacht Tortel-Duyf e o navio Maeght van Dordrecht com 116 soldados.

Os Snrs. Schotte e. Eyssens foram em commissão a Itamaracá para pôr tudo em ordem e armar os civis; e o Snr. Eyssens, durante a expedição devia ficar alli para montar a guarda com o Major d'Escars. No dia 18 voltou o Salmander do cruzeiro em frente á Bahia, referindo que

esquadra do inimigo não ousara ainda sahir; mas estavam surtos 20 navios despachados e fundeados dentro da barra, aos quaes o Deventer e o Swaen com niais dous yachts vigiavam.

No dia 22 chegou o Eendracht, com 130 soldados; e no mesmo dia ordenaram jejum preces.

No dia 23, como nada se soubesse de certo sobre os Tapuyas, foi dado o yacht Kemphaen ao forte Ceulen com 70 homens das tropas recemchegadas para trocar por esses tantos veteranos quantos pudessem , dispensar, para irem com os Tapuyas a Cunhaú ou proximo dalli. A expedição á Parahyba tendo ficado resolvida, como já dissemos antes e havendo-se provido cuidadosamente do que era preciso no mar como em terra, foi emprehendida finalmente no dia 24 de Novembro sob o commando do Coronel Sigismudus van Schuppe; juntamente com o Coronel Christoffel Artichofski e os dous conselheiros politicos D. Servaes Carpentier e Jacob Stachouwer.

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A. B. 41-42

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A força compunha-se de 22 companhias, a saber: 15 do regimento do Coronel Shuppe e sete do de Artichofski, montando ao todo 2.354 homens. Deixaram nas guarnições dos fortes e outros logares 2.330 homens sãos, entre os quaes estavam comprehen.lidos 250 burguezes no Recife, repartidos em duas companhias; e no dia 26 chegou ainda o Leeuwinne da Zelandia com 94 sol-. dados que foram postos no forte das Cinco Pontas, porque observaram que inimigo estivera á noite proximo dalli. A esquadra compunha-se de 29 velas sob o commando de Jan Cornelisz. Lich-art, e foi repartida duas divisões: n'uma, hasteando o pavilhão do Principe, iam os seguintes navios: Sa!mander como capitanea, Domburgh da Zelandia como vice almiranta, Enchuysen da Hollanda Septentrional como sota almiranta, e mais o Amster. dan e os yachts: Katte, Mauritius, Spreeuw, Gondt-l'inck, Leeuwerck, Schuppe, Ceulen, Licht-hart, Spieringh, Iliegende Sparwer, de Maegh van Dordrecht, Meerminne, Graef-Ernest, Zuydt-Sterre e Kemp-haen, nos quaes iam embarcados 1,945 soldados.

Na outra, hasteando o pavilhão vermelho, iam os seguintes navios e yachts: Pernambuco como almirante, o Goude Sonne como vice almiranta, Erasmus como sota-almiranta e mais Goude Leeuw, Windt-hondt de Amsterdam, W’indthondt de Hoorn, Spreeuw da Zelandia, Sparwer de Dordrecht. Sout-berghi, lleer-muy's e o bote Elburgh; nos quaes estavam embarcados 409 homens. Depois da expedição precedente na ilhota, situada dentro do rio, cha

. mada ilha dos Frades, o inimigo montara uma bateria ou reducto (aberto no lado posterior) para impedir que os nossos entrassem no rio, tirando-lhe aquella vantagem (sendo avisado sem duvida alguma por

outro desertor, ou vendo o designio dos nossos na expedição anterior) pois assim como da outra vez procurariam occupar aquella posição, pelo que agora eram quasi forçados a tomal-a ao inimigo antes de se poder garantir o exito da empresa. Para executar isso melhor havia, como já dissemos, muitos soldados na divisão que devia entrar no rio. A esquadra havendo salido do porto de Pernambuco no dia determinado, foi tão atrazada por ventos contrarios que

só no dia 4 de Dezembro poude chegar ao ponto de destino.

Na noite anterior depois do primeiro quarto, estando umas 10 ou 12 leguas fóra da costa, mas calculando que haviam alcançado a latitude da Parahyba, viraram para a costa com vento em popa, e mandaram

frente dous dos navios mais veleiros para avisar em tempo a esquadra quando tivessem de lançar ferro. E sendo avisados pelos mesmos, de madrugada antes do raiar do dia, mantiveram-se por alli até amanhecer; acharam-se pouco abaixo donde pretendiam desembarcar a gente e pararam immediatamente alli. Depois de fazerem a oração e de tomarem uma refeição, todos os navios grandes fundeåram em oito braças e dando-se o signal combinado, os yachts, chalupas e botes dirigiram-se para junto dos navios, cada um

dirigindo para o navio que lhe fóra marcado. Ventava rijo, pelo que a maior parte da gente foi trasladada nos yachts e nos botes grandes, assim como dos navios, tantos quantos o tempo permittia fazel-o sem perigo. O yacht Phenix foi entretanto despachado na frente, para fundear perto da costa, em tal logar,

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