POESIAS SELECTAS PARA LEITURA, RECITAÇÃO E ANALYSE DOS POETAS PORTUGUEZES EM CONFORMIDADE COM OS PROGRAMMAS ADOPTADOS PARA O CURSO DE PORTUGUEZ E DE LITTERATURA POR HENRIQUE MIDOSI Bacharel formado em direito pela Universidade de Coimbra professor de geographia e historia commercial e de direito commercial no Instituto Industrial e de litteratura nacional no Lyceu Central de Lisboa de 1852 a 1883 DECIMA QUARTA EDIÇÃO Conforme a decima terceira edição approvada pela junta consultiva LISBOA IMPRENSA NACIONAL 1884 Sons elementares da lingua portugueza. Vogaes, diphtongos, consoantes. Quadro physiologico dos sons. Syllabas e accentos. Orthoépia; regras relativas á recta pronuncia das palavras. Orthographia. Pontuação. Morphologia Partes do discurso. Flexão, radical ou thema e desinencia. Genero e numero; modos, tempos e pessoas. Conjugação. Conjugação periphrastica. Verbos defectivos. Formação das palavras em geral. Raizes, palavras primitivas e derivadas. Suffixos primarios e secundarios. Formação dos substantivos, substantivos verbaes e denominativos. Formação dos adjectivos. Derivação dos verbos. Derivação dos adverbios. Composição. Prefixos. Substantivos, adjectivos e verbos compostos. Syntaxe Ligação das palavras na oração. Partes da oração. Concordancias. Complementos. Orações impessoaes e sem sujeito determinado. Particularidades da concordancia do verbo. Ligação das orações. Regras da collocação. Empregos das preposições e conjuncções. Exercicios de composição e analyse em prosa dos melhores auctores. SEGUNDA PARTE (2.° anno do curso dos lyceus) Revisão das materias do primeiro anno. Pratica do emprego dos tempos e modos dos verbos. Infinito pessoal e impessoal. Resolução de difficuldades syntacticas e orthographicas. Principaes idiotismos da lingua portugueza. Synonymos. Figuras. Vicios contra a pureza, correcção e clareza da linguagem. Leis da harmo 089 nia do periodo. Tropos. Estylo. Metrificação. Caracteres dos varios generos de discursos. Exercicios de composição: leitura e analyse em verso e em prosa. Litteratura; regras de critica litteraria; gosto litterario. Arte poetica. Caracter da poesia. Versificação. Composições epicas, lyricas e dramaticas. Noções de oratoria. Operações do orador. Partes do discurso. Critica historica. Varias formas de escrever a historia. Viagens, memorias, biographias, etc. Historia da litteratura: noções de litteratura oriental, grega e latina, dos cyclos litterarios da edade media e das litteraturas modernas, mórmente a hespanhola, franceza, ingleza, allemā e italiana, nas suas relações com a portugueza. Lingua portugueza Noções summarias de philologia. Origem da lingua portugueza. Leis da formação das linguas romanicas. Agentes que concorreram para a formação e desenvolvimento do portuguez. Alterações phonicas, morphicas e syntacticas; neologismos e archaismos. Grammaticos e humanistas desde Fernão de Oliveira. Estado da lingua nas differentes epocas litterarias exemplificado nos textos correspondentes. Analyse das formas da antiga e da moderna poesia portugueza.: rit Escola provençal: trovadores, cancioneiros: Bernardim Ribeiro, Gil Vicente e Garcia de Rezende. Escola classico-italiana: poetas epicos, lyricos, dramaticos, novellistas, etc.; sua vida e obras. Escola classico-hespanhola: idem. Escola classico-franceza: idem. Influencia da Arcadia e das academias. Escola romantica: vidas e obras de Garrett, Herculano, Castilho, Soares de Passos, etc. Causas e effeitos do romantismo em Portugal. Novellas, ficções e tradições populares. Estado actual da poesia portugueza. ́ ́ Eloquencia portugueza Analyse de discursos sagrados e profanos. Resenha critica dos oradores quinhentistas, gongoricos, do periodo arcadio, academicos e parlamentares. Historiographia portugueża Chronistas e historiadores do reino e das conquistas nas differentes epocas da historia litteraria portugueza. Universidades, academias e sociedades litterarias portuguezas. Exercicios de recitação e composição litteraria em prosa e em verso. REGRAS DE METRIFICAÇÃO PORTUGUEZA METROS MAIS USADOS NA POESIA NACIONAL Verso ou metro, como define o sr. Castilho, é um ajuntamento de palavras, e até, em alguns casos, uma só palavra comprehendendo determinado numero de syllabas, com uma, ou mais pausas obrigadas, de que resulta uma cadencia aprazivel. Verso metrico é composto de um certo numero de syllabas de quantidade determinada, distinguindo-se em longas e breves. O verso metrico compõe-se de pés, isto é, de partes compostas de certo numero e determinada ordem e quantidade de syllabas. Verso syllabico é composto de um certo numero de syllabas com accentos postos em logares determinados. -O verso metrico funda-se na qualidade das syllabas. As nações que tinham linguas sonoras e prosodia fixa, como a Grecia e Roma, adoptaram o verso metrico. As nações modernas, e entre ellas Portugal, que na pronuncia não fazem sentir a quantidade das syllabas por um modo tão distincto, adoptaram o verso syllabico. |